O jornalismo ambiental tem a capacidade de transformar números em rostos, obras em histórias e dados técnicos em consciência coletiva. Foi esse papel — essencial para uma sociedade mais informada e comprometida com o futuro — que ganhou destaque durante a segunda edição do Prêmio Jornalismo Ambiental do Ceará, promovido pelas concessionárias Ambiental Ceará e Ambiental Crato.
As cerimônias de premiação aconteceram nos meses de abril e maio, em dois momentos simbólicos: no Cariri cearense, em Barbalha, no Engenho Tupinambá, e em Fortaleza, no Ideal Clube, respectivamente. Os encontros celebraram profissionais que percorrem ruas, rios, comunidades e periferias para contar histórias que muitas vezes passam despercebidas, mas impactam diretamente a saúde pública, o meio ambiente e a dignidade das pessoas.
Com mais de 100 trabalhos inscritos — número superior ao da primeira edição —, o evento consolidou-se como um espaço de valorização do jornalismo comprometido com temas ambientais e sociais.
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O papel do jornalismo e cidades mais conscientes
Com o tema “Como a universalização do esgotamento sanitário transforma vidas e contribui no cuidado com o meio ambiente”, a premiação reconheceu reportagens nas categorias Texto, Áudio, Telejornalismo, Redes Sociais e Universitário, além das categorias estaduais de Repórter Cinematográfico e Fotojornalismo.
Ao longo das produções inscritas, um ponto ficou evidente: falar sobre saneamento é falar sobre infância, saúde, preservação ambiental, desenvolvimento urbano e futuro.
Para André Bicca, diretor-presidente da Ambiental Ceará e da Ambiental Crato, fortalecer o jornalismo ambiental é também ampliar o acesso da população à informação de qualidade.
“O jornalismo tem um papel indispensável quando falamos de transformação social. São os profissionais da imprensa que conseguem traduzir temas complexos em histórias que chegam às pessoas, despertam consciência e ajudam a sociedade a compreender por que o saneamento é tão importante para a saúde, para o meio ambiente e para a dignidade humana. Quando valorizamos esses jornalistas, estamos fortalecendo também a construção de cidades mais sustentáveis e mais preparadas para o futuro. A universalização do esgotamento sanitário só acontece com participação social, e a informação é parte fundamental desse processo”, destacou.

Histórias que deram voz aos desafios ambientais do Ceará
As reportagens vencedoras trouxeram diferentes retratos do Ceará: rios ameaçados, comunidades impactadas pela ausência de saneamento e crianças convivendo com lama e esgoto a céu aberto, além de histórias de transformação promovidas pela ampliação da infraestrutura sanitária.
Entre os trabalhos premiados estão produções como Pajeú Redivivo, do jornal O Povo; Infância Submersa na Lama, do Diário do Nordeste; e Saneamento que Salva Vidas, da TV Cidade Fortaleza. No Cariri, temas ligados à preservação hídrica, ao crescimento urbano e à recuperação ambiental também estiveram entre os destaques.
Os jornalistas registraram os desafios, mas também mostraram o impacto humano por trás das pautas ambientais — uma abordagem que aproxima o público de debates essenciais para o desenvolvimento sustentável.

Trajetórias dedicadas à informação
A edição deste ano também homenageou profissionais que ajudaram a construir o jornalismo cearense e a formar novas gerações de comunicadores.
No Cariri, a professora Juliana Lotif, da Universidade Federal do Cariri (UFCA), foi reconhecida por sua contribuição à formação acadêmica e ao fortalecimento do jornalismo regional.
Já em Fortaleza, a homenagem foi dedicada ao jornalista Nonato Albuquerque, referência da comunicação cearense, com mais de cinco décadas de atuação em diferentes veículos e plataformas.
As homenagens reforçaram a importância de valorizar profissionais que ajudam a manter vivo o compromisso do jornalismo com a informação responsável, com o interesse público e com a transformação social.

Quando informar também é cuidar do meio ambiente
Ao incentivar reportagens sobre saneamento e sustentabilidade, o prêmio amplia o alcance de discussões fundamentais para o país. Afinal, temas ambientais deixam de ser apenas pautas técnicas quando chegam ao cotidiano das pessoas por meio de histórias reais, sensíveis e bem apuradas.
Em tempos em que a informação de qualidade se torna cada vez mais necessária, reconhecer o trabalho da imprensa é também reafirmar seu papel na construção de uma sociedade mais consciente, participativa e ambientalmente responsável.


Aegea valoriza o jornalismo ambiental em todo o país
A Aegea valoriza o jornalismo e a informação de qualidade ao promover, por meio de suas concessionárias, uma série de premiações regionais voltadas à cobertura jornalística sobre saneamento, meio ambiente e sustentabilidade.
As iniciativas ajudam a formar uma sociedade mais consciente sobre o uso responsável dos recursos naturais e sobre o desenvolvimento sustentável das cidades. As unidades da Aegea realizam sua própria edição, respeitando características regionais e ampliando o alcance das boas práticas ambientais.

Entre as que promovem premiações estão: a Águas de Manaus (AM), que está com inscrições abertas até setembro na quinta edição do prêmio. Em Santa Catarina, o Prêmio Águas de Jornalismo Ambiental também está na sua quinta edição, com inscrições abertas até outubro. E o Prêmio de Jornalismo Ambiental — Águas de Teresina (PI) está na sexta edição, com inscrições abertas até 31 de maio. Na região Sudeste, o Prêmio Mirante de Jornalismo Sustentável de Piracicaba (SP) teve sua segunda edição, com inscrições encerradas em janeiro deste ano. Já o Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental (RJ) teve sua sétima edição no ano passado. A Águas Guariroba, de Campo Grande (MS), realizou a 14ª edição do prêmio em 2025.


