A Aegea, por meio do Instituto Aegea, assinou um Protocolo de Intenções com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar o projeto “Saneamento nas Escolas”, voltado à implantação de soluções de saneamento em unidades de ensino da mesorregião do Marajó, no Pará.
A assinatura foi realizada na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, pelo presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, e por Tereza Campello, diretora Socioambiental do Banco.
A iniciativa prevê um investimento total de R$ 40 milhões, sendo R$ 20 milhões aportados pelo Instituto Aegea nos próximos anos. Com esse recurso, aproximadamente 320 das 400 escolas contempladas poderão receber as intervenções previstas.
Idealizado pelo BNDES e executado em parceria com a Habitat para a Humanidade Brasil, o projeto integra o Fundo Socioambiental do Banco e abrange 16 municípios do Marajó.
Saneamento para garantir aprendizado
Mais de 15 mil alunos serão impactados diretamente com a melhoria da infraestrutura escolar, além de cerca de 16 mil pessoas da comunidade escolar beneficiadas pelas ações.
“A ausência de saneamento básico nas escolas gera impactos diretos no desenvolvimento social: crianças doentes não aprendem, não acompanham a turma e acabam abandonando a escola, gerando consequências ao longo de toda a vida. O acesso à água de qualidade e ao esgotamento sanitário é fundamental para garantir condições dignas à saúde da comunidade escolar e reduzir a evasão”, afirma Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea.
Levantamento da Habitat para a Humanidade Brasil aponta que quase 94% das escolas de pequeno porte da região não têm acesso ao abastecimento público de água. Cerca de 60% não contam com tratamento de esgoto e 37,9% não possuem banheiro ou estrutura adequada, utilizando latrinas.
Localizadas em comunidades rurais de difícil acesso, essas escolas muitas vezes representam o único equipamento público disponível e são referência para a população local.
Infraestrutura adaptada à realidade local
O projeto contempla a implantação de sistemas completos de abastecimento de água, incluindo captação, tratamento, armazenamento e distribuição, com soluções técnicas dimensionadas para o contexto da região.
O sistema prevê etapas de filtragem, sedimentação e cloração, garantindo água adequada para consumo humano e uso geral.
Para o esgotamento sanitário, serão adotadas soluções como fossa-filtro, jardins filtrantes e outras tecnologias que permitem o tratamento do esgoto sem lançamento de dejetos no solo ou em corpos hídricos.
Também estão previstas a construção e adequação de módulos sanitários, além da implantação de soluções para gestão de resíduos sólidos.
Além das intervenções físicas, o projeto realizará 812 oficinas de educação contextualizada voltadas a estudantes, comunidades escolares, gestores e técnicos da educação.
Parcerias para ampliar impacto social
Além do BNDES e da Habitat para a Humanidade Brasil, a iniciativa conta com a participação do Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais (IPESA), da Cáritas Brasileira Regional Norte II, da Coordenação das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Pará (Malungu) e da Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional (Fase).
A atuação no Marajó está alinhada à diretriz do Instituto Aegea de apoiar iniciativas que promovam a melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a qualidade de vida em territórios com maior vulnerabilidade social. Na Aegea, o projeto “Saneamento nas Escolas” integra o programa “Escola Saneada”, que contempla ações de melhoria da infraestrutura escolar em diversos estados do país.


