Água tratada na cheia histórica do Rio Negro (AM)

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A cheia do Rio Negro em 2021 já é a maior da história e para diminuir os impactos causados pela subida das águas do rio, a Águas de Manaus realizou um pacote de ações, em parceria com órgãos da cidade. Em uma das ruas do centro, que foi completamente inundada, a empresa instalou um sistema para impedir que a água do Rio Negro fique parada no local. Três bombas e cerca de 600 metros de tubulações foram implantados sob as pontes de madeira construídas pela prefeitura. Os equipamentos bombeiam a água por dentro das tubulações durante o dia, fazendo com que ela circule e seja devolvida para o Rio Negro.

O setor de controle de qualidade da empresa realizou testes de pH para medir a acidez da água. A partir dos dados coletados, a Águas de Manaus e a prefeitura decidiram utilizar produtos químicos para reduzir a presença de bactérias e o mau cheiro nesses locais. Equipes da empresa despejaram cal nas ruas impactadas pela cheia durante o mês de maio, e os trabalhos seguiram até a descida do nível do rio, na primeira quinzena de junho.

Água tratada na feira flutuante e nas palafitas

A Águas de Manaus também fez uma extensão de rede para abastecer a nova feira flutuante da Manaus Moderna, considerada a primeira do Brasil, construída para abrigar os boxes que foram afetados pela cheia. A estrutura da feira ainda conta com quatro reservatórios que podem armazenar até 12 mil litros de água tratada. Nos becos das zonas oeste e sul de Manaus, onde mais de 2.800 pessoas moram em palafitas, a concessionária trocou a rede que estava submersa por uma estrutura elevada e mais moderna. Além de evitar o contato com a água do rio, os mais de 1.800 metros de tubulações elevadas facilitam os trabalhos de manutenção. Quando o Rio Negro estiver em processo de vazante, a empresa implantará uma nova estrutura definitiva nesses locais.

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