A transformação de áreas degradadas em espaços ambientalmente equilibrados é um dos grandes desafios dos municípios brasileiros. No sul de Mato Grosso, uma iniciativa conjunta entre a concessionária Águas de Pedra Preta e a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente mostra que esse caminho é possível — e já apresenta resultados concretos.
A área onde funcionava o antigo lixão municipal começou a ganhar uma nova realidade com ações estruturadas de recuperação ambiental. Como parte desse processo, já foram plantadas 1,5 mil mudas nativas em uma etapa inicial executada pela unidade da Aegea.

Recuperação ambiental
Durante as reuniões estratégicas entre a prefeitura e a empresa, foram alinhadas as ações da segunda etapa do Plano de Recuperação da Área. Isso inclui o replantio de 200 quilos de sementes nativas consorciadas com feijão-guandu (Cajanus cajan). A técnica é reconhecida pela eficiência na regeneração de solos degradados.
Além de acelerar o processo de recuperação, o método contribui para melhorar a estrutura do solo, reduzir processos erosivos e promover a fixação biológica de nitrogênio — fator essencial para restaurar a fertilidade da área.

Técnica alia eficiência e sustentabilidade
O uso do consórcio de sementes com leguminosas representa uma solução baseada na natureza, capaz de potencializar os resultados da recuperação ambiental. Essa abordagem favorece o desenvolvimento da vegetação nativa e fortalece o equilíbrio ecológico da região.
Nesta nova fase, a secretaria municipal será responsável pelo fornecimento de maquinário, operador e materiais para o cercamento da área. Já a Águas de Pedra Preta ficará encarregada do replantio e do monitoramento contínuo, com o apoio de uma empresa especializada, garantindo a efetividade das ações.
Benefícios vão além do meio ambiente
Antes associada à contaminação e à proliferação de vetores, a área passa a ser ressignificada como um espaço sustentável e seguro. A iniciativa traz impactos positivos diretos para a população: a melhoria da qualidade do ar, a regulação do clima local, o aumento da biodiversidade e a redução de riscos à saúde pública.
“A parceria amplia a capacidade técnica, logística e financeira necessária para transformar o antigo lixão em uma área verde revitalizada. Essa cooperação fortalece a responsabilidade compartilhada e acelera a implementação das ações de recuperação”, afirma a coordenadora do Departamento de Meio Ambiente Municipal, Graziela Moraes Fauzel.
“Estamos falando de uma ação que protege o meio ambiente, melhora a saúde da população e deixa um legado positivo para as futuras gerações”, destaca a coordenadora de meio ambiente da Águas de Pedra Preta, Bruna Sampaio.


