A Região Norte é uma das mais afetadas pela falta de saneamento no país. O acesso aos serviços básicos ainda está longe de ser universal. Segundo dados do Instituto Trata Brasil, apenas 62,8% da população tem água tratada em casa. Quando se fala em coleta e tratamento de esgoto, o número cai para 16,6%.
Nesse cenário, a capital do Amazonas se destaca pelos avanços recentes, sendo uma das que mais investem no setor, segundo o Ranking do Saneamento de 2026. Manaus já universalizou o acesso à água tratada e atingiu 40% de cobertura de esgoto coletado e tratado.
Diversos estudos mostram que saneamento e saúde caminham juntos, e o tema ganhou protagonismo em Manaus no dia 09 de abril, durante o Seminário Saneamento e Saúde, no Palácio Rio Negro. Especialistas, gestores públicos, agentes de saúde e lideranças comunitárias se reuniram para discutir essa relação que já não é novidade para quem vive a realidade na ponta.
O debate marcou o lançamento do Saneamento Salva na região, uma plataforma que nasceu com a proposta de ampliar essa discussão — não apenas entre técnicos, mas com a sociedade.

“Quando falamos em saneamento, falamos principalmente em saúde — aspecto mais evidente devido à redução de doenças de veiculação hídrica —, mas também em educação, produtividade, geração de renda, turismo e preservação ambiental. Trazer esse tema para discussão, especialmente no contexto amazônico, é fundamental.”
A fala acima, de Cintia Torquetto, do Instituto Trata Brasil, mostra que o ponto de partida é direto e resume o que os dados já evidenciam há anos: saneamento básico impacta muito além da infraestrutura. Ele atravessa a rotina das pessoas — da frequência escolar ao orçamento das famílias.
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