Com cerca de 25 anos de atuação e capacidade para produzir até 80 mil mudas nativas do Cerrado, o Viveiro Isaac de Oliveira tem ampliado sua contribuição para iniciativas de responsabilidade socioambiental em Mato Grosso do Sul. Na Serra da Bodoquena, esse trabalho se traduz em ações de reflorestamento voltadas à recuperação de áreas degradadas, recomposição de matas ciliares e restauração de Áreas de Preservação Permanente (APPs), fundamentais para proteger cursos d’água e fortalecer a biodiversidade regional.
Somente em 2025, a Ambiental MS Pantanal destinou cerca de 4.800 mudas ao Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB). O volume corresponde a aproximadamente 45% das mais de 20 mil doações realizadas no ano anterior, reforçando o compromisso da concessionária com a conservação ambiental no estado.
Restauração planejada da vegetação nativa
Há mais de duas décadas, o IASB atua na recuperação e conservação de rios, solos e vegetação nativa da Serra da Bodoquena. Entre as espécies utilizadas nas ações de reflorestamento estão canafístula, aroeira-pimenteira, cedro, amburana e embaúba, consideradas estratégicas para recomposição da vegetação do Cerrado.
Ao chegar ao instituto, as mudas passam a integrar um planejamento técnico que considera funções ecológicas específicas, como recuperação do solo, sombreamento inicial e recomposição gradual da estrutura florestal. A prioridade são áreas com histórico de degradação, especialmente matas ciliares e Áreas de Preservação Permanente, essenciais para proteger nascentes e cursos d’água.
“O apoio da Ambiental MS Pantanal fortalece nossas ações, que geram impacto ambiental e social na região”, afirma o responsável técnico do IASB e agente de defesa ambiental, Joari Vieira Ximenes.
Espécies que ajudam a reconstruir o Cerrado
Segundo o especialista, cada espécie tem papel específico no processo de restauração ambiental. O planejamento das áreas de plantio considera características do solo, grau de degradação e proximidade de corpos d’água. Entre as mudas utilizadas nas ações estão angico, cagaita, bocaiúva, ipês (amarelo, roxo e branco), jacarandá, peroba-rosa, paineira-rosa, manduvi e tarumã, espécies importantes para a recomposição da vegetação nativa e para o equilíbrio ecológico da região.
As ações do instituto podem alcançar municípios como Aquidauana, Bonito, Bodoquena, Campo Grande, Corumbá e Jardim, conforme a demanda dos projetos e o planejamento das iniciativas ambientais.
Reflorestamento que gera impacto ambiental e social
Um exemplo recente é o trabalho realizado na Fazenda América, onde teve início, em 2024, a restauração ambiental de aproximadamente três hectares. A ação integra o Projeto Águas de Bonito, iniciativa realizada em parceria com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, WWF-Brasil e outras instituições, com execução do IASB.
“Já é possível observar bom desenvolvimento das mudas, favorecido pelas manutenções regulares realizadas pelo proprietário, mesmo sendo uma área de plantio recente”, relata Joari.
Educação ambiental e participação da comunidade
Além da recuperação de áreas rurais e de preservação permanente, parte das mudas também é destinada à comunidade, estimulando a arborização urbana e o plantio em pequenas propriedades. As doações também apoiam ações de educação ambiental, aproximando estudantes e moradores das práticas de conservação.
Um exemplo ocorreu na Gruta do Mimoso, em Bonito (MS), durante uma atividade com alunos da rede municipal. A ação envolveu os estudantes em atividades práticas de plantio e sensibilização ambiental. Segundo o IASB, experiências como essa ajudam a fortalecer a conscientização desde a infância e aproximam a comunidade das iniciativas de restauração ambiental desenvolvidas na região.


