Trajetória de 15 anos da Aegea é marcada por pioneirismo em temas sociais

Trajetória de 15 anos da Aegea é marcada por pioneirismo em temas sociais
Texto: Felipe Arguelho e Rosiney Bigattão

A Aegea é uma empresa feita por pessoas para atender a pessoas, costuma dizer o CEO Radamés Casseb. Tendo como propósito movimentar a vida das pessoas, levando mais saúde, qualidade de vida e dignidade por meio do saneamento, a Aegea chega aos 15 anos atendendo a mais de 38 milhões de moradores em 865 municípios.

Para encerrar a série de matérias feitas para celebrar o aniversário da Companhia, o Aegea Blog conversou com o diretor Josélio Alves Raymundo, uma das pessoas que ajuda a construir essa trajetória com visão de futuro.

Os impactos positivos gerados em 15 anos de atuação

“Durante esses 15 anos, eu vi a Companhia realizar e mudar várias realidades, muitas transformações de vidas. Eu vi Campo Grande reduzir em mais de 90% os casos de doenças de veiculação hídrica. Eu vi Piracicaba alcançar a universalização dos serviços de esgoto em apenas dois anos de atuação, eu vi famílias e famílias em estado extremo de vulnerabilidade no Rio de Janeiro, tendo água potável em suas residências pela primeira vez”, conta Josélio.

“A Aegea já nasceu com esse DNA de inquietude, provocativo, de não se estabelecer no status quo, de buscar fazer diferença no sentido mais amplo possível. A gente pode ver isso nos números, na eficiência operacional e na disciplina financeira”, diz.

Criação do Respeito Dá o Tom

Para o diretor, um dos marcos na linha do tempo da Companhia é o Respeito Dá o Tom, programa de diversidade e equidade da Aegea. Negro, com uma trajetória marcada por superação e reflexão, ele ajudou a dar início a uma jornada que ainda está em curso e se fortalece a cada ano, protagonizando uma mudança profunda na cultura da empresa, que começou muito antes do tema ganhar espaço no mercado.

“Hoje tem muitas empresas falando sobre diversidade e ampliação de oportunidades para as pessoas negras. Mas a Aegea fez isso em 2017, uma época em que praticamente ninguém falava sobre isso. Ela viu a necessidade de espelhar, nas várias cidades onde operava, a diversidade da população brasileira em seus quadros de colaboradores”, conta o executivo.

“A gente sabia que não seria uma corrida de 100 metros. É uma maratona. Não se corrige mais de 350 anos de escravidão em poucos anos. Mas não é por isso que devemos ficar quietos”, afirma Josélio.

Inclusão e visibilidade

O impacto do programa está sendo profundo, segundo o diretor. O ambiente de trabalho começou a se transformar. Pessoas negras passaram a se sentir mais valorizadas, a se enxergar em novos espaços, a sonhar com possibilidades antes invisíveis. Josélio relata com emoção os relatos que recebe de colaboradores que, pela primeira vez, se sentem livres para aceitar seus cabelos, suas cores, suas culturas.

“Já recebi inúmeros relatos tanto de homens quanto de mulheres negras dizendo ter entendido que não existe um jeito certo de ter um cabelo, e ele não é ruim por ser de uma forma diferente. Por meio do RDT, começaram a entender que podem usar mais a Academia Aegea, podem buscar mais oportunidades para suas carreiras e suas vidas, não é só uma questão de aparência, mas de posicionamento”, diz.

Respeito acima de tudo

A representatividade, segundo ele, é uma ferramenta poderosa para romper barreiras invisíveis. Em regiões periféricas, onde a maioria da população é negra, crianças ainda limitam seus sonhos aos poucos exemplos que veem. Mudar essa realidade exige coragem, persistência e compromisso — valores que a Aegea tem demonstrado ao longo dos anos.

O programa Respeito Dá o Tom é o mais transversal de toda a Aegea. E, como lembra Josélio, não se trata apenas de abrir portas, mas de garantir que todos se sintam respeitados e acolhidos. “O fato de um colaborador ver um diretor negro é um estímulo. Ele pode pensar: eu também posso chegar lá, independente da minha cor”.

Josélio também compartilha uma reflexão pessoal: mesmo tendo alcançado uma posição de destaque, ele reconhece os privilégios que teve, como uma estrutura familiar sólida. E é justamente por entender essas nuances que se dedica a construir uma empresa mais diversa e justa. “Poder contribuir para uma empresa onde vemos mais negros e negras em papéis de liderança me enche de orgulho. É sobre respeito acima de qualquer coisa.”

Para encerrar, os parabéns: “Gostaria de desejar parabéns à Aegea e aos colaboradores, e que os próximos 15 anos ainda sejam de mais impactos, de mais mudanças de vida e de realidade.”