Aegea conquista 5º Selo Ouro por inventário de emissões de GEE

Aegea conquista 5º Selo Ouro por inventário de emissões de GEE
Texto: Ray Santa Cruz

Há um tipo de termômetro que não mede temperatura, mas ajuda a entender o impacto de uma operação sobre o clima. É o inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), que mostra quanto uma empresa emite e de onde vêm essas emissões.

Em 2026, a Aegea conquistou o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol pelo quinto ano consecutivo, após ter seu inventário verificado de forma independente.

O efeito estufa é um fenômeno natural que ajuda a manter a Terra aquecida e permite a existência de vida. O problema ocorre quando a concentração de gases que retêm calor na atmosfera aumenta, intensificando o aquecimento do planeta e contribuindo para as mudanças climáticas. Por isso, acompanhar as emissões é importante: saber de onde elas vêm e quanto representam ajuda a identificar oportunidades para reduzir impactos ambientais.

Um mapa das emissões

É aí que entra o inventário de emissões. Ele funciona como um mapa: mostra quais atividades geram gases de efeito estufa, em que quantidade e como esses números mudam ao longo do tempo.

Na Aegea, o inventário considera as emissões dos escopos 1 e 2 e, desde 2021, os dados passam por verificação independente e são publicados no Registro Público de Emissões do Brasil. De forma voluntária, também são calculadas as emissões de algumas categorias do escopo 3.

O Selo Ouro representa o mais alto nível de qualificação previsto pelo Programa Brasileiro GHG Protocol para os inventários que atendem aos critérios estabelecidos. O reconhecimento não significa que a Companhia não emite gases de efeito estufa, mas que o inventário apresentado alcançou os requisitos de qualidade e verificação do programa.

Por que isso importa

Para a população, esse acompanhamento ajuda a tornar mais visível uma parte dos impactos ambientais relacionados às atividades de saneamento. Além disso, o tratamento de esgoto, por exemplo, envolve processos biológicos que geram naturalmente gases como metano (CH₄) e óxido nitroso (N₂O).

A expansão da coleta e do tratamento de esgoto é essencial para a saúde pública e para a preservação dos recursos hídricos. Ao mesmo tempo, conhecer as emissões associadas a essas atividades permite buscar formas de tornar a operação mais eficiente e reduzir sua pegada de carbono.

O monitoramento também ajuda a orientar decisões sobre consumo de energia, aproveitamento de biogás e reaproveitamento de lodo, entre outras iniciativas relacionadas à transição para uma economia de baixo carbono.

Dados que viram decisões

Para construir esse inventário, diferentes áreas da Aegea participam da coleta e do fornecimento das informações. Entre elas, estão: Eficiência Energética, Frotas, Administração, Meio Ambiente, Operação e Suprimentos, tanto das equipes corporativas quanto das equipes das unidades de negócio do grupo.  

Para Joseane Cavalcanti Dias, gerente de Meio Ambiente do corporativo da Companhia, “esse reconhecimento acompanha o amadurecimento da gestão de GEE na Aegea, que envolveu o aprimoramento da metodologia de quantificação, a evolução do mapeamento das fontes de emissão e a validação dos cálculos e premissas por consultoria especializada em gestão de carbono. O comprometimento de cada equipe com a rastreabilidade e confiabilidade dos dados é essencial para a elaboração de um inventário robusto e transparente”.

O inventário de GEE deve seguir seis princípios: relevância, integralidade, consistência, transparência, exatidão e precisão, que orientam a forma como as emissões são quantificadas e reportadas, garantindo que os resultados sejam confiáveis, comparáveis e representativos da realidade da Companhia.

Para que isso aconteça, a rastreabilidade dos dados é essencial. A contribuição de cada área permite reunir informações consistentes e verificáveis, formando uma base mais precisa sobre as operações da empresa.

Um processo contínuo

O quinto Selo Ouro é resultado de um processo em que a empresa realiza o inventário, submete os dados à verificação independente e os divulga no Registro Público de Emissões.

Esse acompanhamento permite identificar fontes de emissão, mudanças na operação e buscar alternativas para reduzir impactos. No saneamento, em que a expansão dos serviços é fundamental para a população, esse olhar ajuda a colocar eficiência ambiental e universalização dos serviços na mesma conversa.

Evento do Programa GHG Protocol

O Programa Brasileiro GHG Protocol de 2026 realiza, nos dias 26 e 27 de agosto, um evento com apresentação dos inventários de emissões referentes a 2025, análises setoriais e discussões sobre a contabilização de carbono. A programação também aborda desafios relacionados às emissões de escopo 3, além de casos e boas práticas de diferentes setores. Confira detalhes na transmissão pelo canal da FGV no YouTube.