Aegea tem o mesmo DNA que a Glocal Experience

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Texto: Rosiney Bigattão

Durante cinco dias, os projetos, as ideias, as experiências práticas e o que há de mais importante sobre sustentabilidade no país para um planeta mais justo e ambientalmente equilibrado vai passar pelo palco montado na Marina da Glória, onde acontece a Conferência da Glocal Experience.

Logo na abertura, realizada na tarde de 13 de julho, o auditório lotado viu que para atingir as metas tão arrojadas dos 17 ODS até 2030 é preciso envolver pessoas, empresas, instituições, países inteiros em uma só bandeira, sem nenhuma distinção. E tudo começa por tocar o coração das pessoas.

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Manifesto pelo futuro do planeta

Jovens de comunidades do Rio que participam da Ação Social pela Música abriram o evento com uma apresentação que tem encantado o mundo todo. Logo depois, foi a vez dos jovens do Fórum da Juventude também emocionarem a plateia com um manifesto pelo futuro do planeta.

Resultado de um processo inclusivo e diverso do qual participaram 600 jovens, a carta tem metas ambiciosas que incluem até a criação de fundos de investimentos para reciclagem. Mas a base é uma ação coordenada e intergeracional entre os mais variados agentes sociais.

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Glocal: influenciar o local para mudar o global.

“Cabe à juventude refletir e protagonizar um movimento de transformações contínuas, visto que a nossa atuação simboliza a transição para o futuro sustentável. Os jovens são os herdeiros das civilizações construídas pelas gerações passadas e, apesar disso, têm o super poder de alterar os rumos do futuro. Não há inovação na sociedade rumo a um desenvolvimento sustentável sem ouvir o que os jovens têm a dizer”, disse Marcos Vinicius Botelho, ao lado de Ana Natália Pessoa, lendo trechos da carta.

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“Não há inovação na sociedade rumo a um desenvolvimento sustentável sem ouvir o que os jovens têm a dizer”.

Para Rodrigo Cordeiro, diretor-geral da Glocal Experience, os jovens realmente são a garantia que o nosso futuro pode ser melhor. Ele acredita ainda que a  maior entrega do evento é a capacidade de sonhar que ele traz. “O brilho nos olhos dos envolvidos é um incentivo e a comprovação de que, ao influenciar o local, é que vamos também mudar o global”, disse.

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A hora de mudar é agora e o Rio é o coração da Agenda 2030. “As Nações Unidas já falaram que essa é a principal década de mudança para garantir que as pessoas e o planeta possam viver em equilíbrio”, afirmou na abertura Natália Oribe, secretária-geral da Reos Partners, organização internacional com mais de 30 anos de atuação na solução de questões urgentes da sociedade.

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Roberta Caldo, representante da ONU, reafirmou que o conjunto de letras que formam os ODS têm o DNA brasileiro. “Eles começaram a se desenvolver aqui e esses objetivos foram aprovados por 193 países, isso significa que eles não são objetivos da ONU, mas de cada um de nós”” disse. Segundo ela, não existe uma fórmula única e mágica, pois cada lugar tem suas especificidades e o próprio nome do evento diz isso.

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Lugar de escuta e mobilização

Duda Magalhães, da Dream Factory, responsável pelo evento, disse que se sentia grato por ver que ali estava se realizando o maior objetivo da Glocal – ser um lugar de escuta e de mobilização para todas as partes se sentirem confortáveis para um diálogo que nos leve adiante. Agradeceu aos parceiros que se uniram e tornaram o sonho possível.

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O CEO do Pacto Global da ONU no Brasil, Carlo Pereira, começou sua fala lembrando do momento crítico que o planeta enfrenta com a guerra, com o aumento da pobreza no mundo e da mudança climática e que é preciso ter a clareza do que está acontecendo. “Agradeço muito aos organizadores por estabelecerem esse espaço de diálogo que olha para a ação. O Brasil ocupa um lugar de destaque no Pacto Global pois é o segundo país em número de empresas signatárias. Isso significa que o setor privado brasileiro está ciente da agenda, do seu papel e agindo cada vez mais, por isso parabenizo as empresas signatárias do Pacto Global que estão apoiando o evento, essas empresas me dão muito orgulho”, disse em seu discurso. 

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Os mesmos pilares de sustentabilidade

A Aegea, signatária do Pacto Global desde 2016, também coordena a Plataforma Ação pela Água e é uma das patrocinadoras do evento por meio do Instituto Aegea e da Águas do Rio, uma das 154 unidades da empresa,

“Apoiamos o evento porque os pilares de sustentabilidade defendidos são os mesmos da Aegea”, explicou Édison Carlos, diretor de Sustentabilidade da Aegea e presidente do Instituto Aegea. “Aqui temos a oportunidade de ver em um único local temas diversos com que a Aegea sempre se preocupou como a água, a resiliência hídrica e o abastecimento para as próximas gerações”, afirmou, em entrevista.

Édison disse que a Aegea também discute clima, diversidade e inclusão. “Por meio do Programa Respeito Dá o Tom discutimos muito a pauta da igualdade racial, aqui se fala sobre planeta, sobre gases de efeito estufa e na Aegea também estamos trabalhando tecnologias que geram menos gases, reúso para o lodo, economia circular, então parece que estamos em uma reunião da Aegea”, disse, em tom de brincadeira.

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Glocal Experience tem o DNA da Aegea

Segundo Alexandre Bianchini, diretor-presidente da Águas do Rio, a patrocinadora master do evento, a Glocal Experience tem o mesmo DNA que a Aegea, pois a principal meta da empresa é cuidar do meio ambiente e da vida das pessoas. “A Glocal traz o novo movimento que está acontecendo no mundo, que é olhar para o meio ambiente, para o saneamento. Eu era praticamente um garoto na Rio 92, estava na faculdade, sonhando com um futuro melhor para o planeta. Estamos aqui 30 anos depois e avançamos muito pouco, agora é o momento em que o mundo está se envolvendo com o problema porque o coração das pessoas está sendo tocado”, disse.

A confiança das pessoas no CEO das empresas

A iniciativa privada tem um papel fundamental nessa discussão e na ação, segundo o CEO do Pacto Global da ONU no Brasil. “Tem números que eu gosto muito, como o do Barômetro da Confiança, que apontam que hoje a figura que as pessoas mais confiam é o CEO da empresa onde elas trabalham. Essa confiança vem lastreada de muita expectativa: as pessoas esperam que as empresas ajam. Então, por essa confiança que as pessoas têm, elas querem escutar e absorvem muito o que as empresas têm a falar. São dois caminhos – um das empresas ajudando a educar, a trazer conhecimento e ferramentas para as pessoas; e outro que as pessoas promovam essa pressão para que as empresas entreguem mais e mais para a sociedade”, afirmou Carlo Pereira.  

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Mais sobre a Glocal Experience

Patrocinada pela Águas do Rio e pelo Instituto Aegea, a Glocal Experience está sendo realizada na Marina da Glória (RJ). A reflexão e o debate propostos reforçam a importância do trabalho em conjunto para que as metas da Agenda 2030 da ONU sejam alcançadas. Saiba mais em: glocalexperience.com.br

Fotos: Ademir Junior, Júlio César Guimarãs e Paulo Whitaker.

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