Contribuições da Aegea para fazer frente às mudanças climáticas

Contribuições da Aegea para fazer frente às mudanças climáticas

As energias renováveis, como a solar e eólica, são consideradas grandes aliadas na descarbonização do planeta, pois são fontes limpas, abundantes, que podem substituir os combustíveis fósseis, responsáveis por grande parte da emissão dos gases de efeito estufa.

A Aegea deu passos largos neste sentido. As unidades da empresa praticamente já são movidas por energia limpa: 97% do consumo vem de fontes renováveis. O índice deve aumentar com o compromisso de redução do consumo de energia em 15% de kWh/metro cúbico até 2030, feito ao emitir os Sustainability Linked Bonds, os SLB sustentáveis, em 2022. 

Economia circular: lodo como matéria-prima

Outra frente de descarbonização está nas estações de tratamento de esgoto.

Os materiais resultantes do tratamento do esgoto são vistos como matéria-prima que movimenta a economia circular. O metano, principal gás emitido no processo, é combustível, oferecendo uma oportunidade de beneficiamento para transformá-lo em biogás. 

O lodo, resíduo sólido que além do metano emite óxido nitroso se for enviado para os aterros sanitários, têm tido outros destinos, como a compostagem e a produção de fertilizante. A Mirante (SP), foi premiada com integrar o lodo no conceito de economia circular. Em 2022, recebeu o Prêmio Eco, um dos mais tradicionais ligados à proteção ambiental no país.

Redução do lodo nos aterros e menos emissões 

É um exemplo de parceria vencedora que está sendo replicado em outras unidades da Aegea. “A Metrosul (RS) também avançou bastante nesse sentido, reduzindo a massa úmida do lodo por meio de secador solar que, além de reduzir o material destinado aos aterros sanitários, diminui também as emissões. Uma empresa parceira que faz a compostagem”, explica Laís Regis Salvino, especialista em Gestão de Carbono e Lodo da Aegea. 

Em cada unidade, segundo Laís, a Aegea estuda quais voltas vão dar dentro da economia circular: compostagem, produção de fertilizante ou geração de energia por meio do biogás. “Estamos prospectando fornecedores para fazer a coleta e a transformação do lodo da melhor forma em cada lugar”, diz.

Cabeceiras do Pantanal: recuperação de áreas degradadas

Outra frente de atuação de descarbonização são as parcerias para plantio e recuperação de áreas degradadas. Em uma delas, com o WWF-Brasil, é desenvolvido o Água Limpa para Todos, nas Cabeceiras do Pantanal. A área abrange 85 municípios e 16 sub-bacias hidrográficas de MS e MT e é berço de cerca de 80% das águas que abastecem o Pantanal.

“Estão sendo produzidos estudos que fornecem subsídios técnicos para orientar ações visando a recuperação hídrica, tanto de qualidade quanto de quantidade. Em uma outra camada, são analisadas as áreas com o maior potencial de captura de carbono, o que orienta onde deve ser feito o plantio”, afirma Maíra Sugawara, coordenadora de Qualidade Ambiental da Aegea.

Os estudos identificaram que é preciso intervir em pelo menos dois milhões de hectares – ou 11% da paisagem para minimizar a degradação e o desmatamento.

Revitalização da Lagoa Rodrigo de Freitas

Por meio de um convênio firmado em outubro de 2022 com a prefeitura, governo do estado e a Manglares Consultoria Ambiental, do biólogo Mario Moscatelli, a Águas do Rio vem ampliando as ações de controle de poluição, recuperação e proteção do manguezal, limpeza das margens e plantio de mudas. As 13 estações elevatórias de esgoto do entorno foram reformadas e o lançamento clandestino de esgoto sem tratamento está sendo combatido.

A melhoria na água resulta em mais vida na Lagoa Rodrigo de Freitas. Peixes, caranguejos, capivaras e todo tipo de pássaro, vem se multiplicando nesse ecossistema e no manguezal que margeia o espelho d’água, plantado pelo biólogo Mário Moscatelli ao longo de 34 anos. Os resultados foram apresentados no seminário Mergulhando na Lagoa, em junho deste ano, para especialistas da área ambiental e convidados.

Águas transparentes e vida animal mais abundante

“Em pouco tempo já temos resultados visíveis, com águas transparentes e vida animal cada vez mais abundante. Colocamos o sistema já existente para funcionar em sua capacidade total, e isso retirou vazamentos de esgoto que acabavam na lagoa”, afirma o superintendente da Águas do Rio responsável pela capital, Sinval Andrade.

“O que vemos hoje é resultado de trabalho conjunto entre estado, município, concessionária, pescadores, universidades e sociedade civil organizada que se debruçaram sobre os problemas da lagoa e se uniram para mudar isso. O resultado está aí: águas cristalinas convidativas para colhereiros, aves que não eram vistas por aqui há 70 anos. Quando tem casa limpa e comida de sobra, o bicho vem fazer a festa”, diz Moscatelli.

Projeto Imersão na Região dos Lagos 

Um amplo diagnóstico e monitoramento da atividade pesqueira e levantamento da fauna está sendo feito pela Prolagos (RJ), em parceria com a Universidade Veiga de Almeida (UVA). É o Projeto Imersão, que tem a coordenação do professor Eduardo Pimenta, que tem vários projetos voltados à recuperação e conservação da Lagoa de Araruama. Os investimentos feitos em saneamento na Região dos Lagos já resultaram na melhora da qualidade do ecossistema, incluindo bons índices de balneabilidade, com o retorno da atividade pesqueira, aumento da fauna local, inclusive de cavalos-marinhos, identificados após um longo período. Praias da Lagoa de Araruama receberam inclusive o selo internacional Bandeira Azul.

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