Dia Mundial da Água: como a Aegea cuida bem de todo o ciclo

Dia Mundial da Água: como a Aegea cuida bem de todo o ciclo
Texto: Rosiney Bigattão

Na Aegea, mais de 25 mil colaboradores, presentes em centenas de municípios, acompanham todos os dias o caminho da água — das nascentes, rios e outros mananciais, até o retorno ao meio ambiente. Esse percurso começa na natureza, atravessa cidades e chega às casas das pessoas, passando por diferentes etapas de cuidado, operação e monitoramento.

Por trás de cada torneira aberta, existe uma rede de profissionais que ajudam a proteger as fontes naturais, tratar a água, garantir sua qualidade e devolver o que foi usado de forma segura à natureza. Neste Dia Mundial da Água, esse ciclo evidencia como o saneamento está presente na rotina das cidades e contribui diretamente para a saúde, o desenvolvimento e a qualidade de vida da população.

Onde tudo começa: o cuidado com os mananciais

Para que a água tratada chegue à casa dos moradores, o trabalho começa bem antes da captação. O primeiro passo é o cuidado com os mananciais — a proteção das fontes naturais, como rios, nascentes e reservatórios. Ações como recuperação de nascentes, plantio de árvores, conservação do solo e preservação de bacias hidrográficas ajudam a garantir a disponibilidade de água no futuro. Essas iniciativas contribuem para a segurança hídrica e para a proteção dos recursos naturais.

Da origem ao tratamento: o caminho da água captada

A captação é o primeiro passo do abastecimento. A água utilizada pode vir de mananciais superficiais, como rios, lagos e reservatórios, ou de fontes subterrâneas, como poços. Para garantir que a água chegue com segurança até a estação de tratamento, todas as etapas são monitoradas.

Nem sempre o ponto de captação fica próximo de onde a água será consumida. Na Região dos Lagos (RJ), por exemplo, a água pode percorrer mais de 70 quilômetros até chegar à Estação de Tratamento de Água Juturnaíba, localizada em São Vicente de Paulo, distrito de Araruama. Esse transporte é feito por meio de adutoras — tubulações de grande diâmetro — e, ao longo do caminho, são utilizadas bombas, algumas de alta potência.

Recentemente, a Prolagos colocou em operação uma nova estação de bombeamento (booster) para reforçar o abastecimento, especialmente nos períodos de alta temporada.

“Fizemos estudos de simulação hidráulica para entender o consumo da área e identificamos o melhor sistema de bombeamento para cada localidade. Hoje, o booster Nelore está em pleno funcionamento e é monitorado 24 horas por dia pelo Centro de Controle Operacional (CCO)”, explica o supervisor de distribuição de água, João Cláudio Macedo.

Nos cinco municípios atendidos pela concessionária — Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Iguaba Grande e São Pedro da Aldeia — há 115 boosters ativos, com sensores de pressão que permitem acompanhar o funcionamento das bombas e a eficiência do sistema.

“Com esse monitoramento em tempo real, conseguimos planejar e executar ações para melhorar o abastecimento nas regiões atendidas”, afirma o coordenador operacional, Victor Barreto.

Da água bruta à água potável: o que acontece nas estações

“Poder abrir a torneira e ter a segurança de que a água está pronta para o consumo traz tranquilidade para a nossa família”, afirma a analista de TI Isabelle Coimbra, de Manaus (AM).

A água que chega à casa da Isabelle passa por diferentes etapas de tratamento, como coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção. Esse processo transforma a água bruta em água potável. Na Águas de Manaus, mais de 700 milhões de litros são captados diariamente do Rio Negro, abastecendo mais de 2 milhões de moradores. Cada etapa do tratamento é monitorada continuamente.

Somente em 2025, foram realizados mais de 300 mil testes laboratoriais para verificar parâmetros químicos e biológicos e garantir a qualidade da água distribuída. As análises identificam a presença de partículas, substâncias ou microrganismos que podem transmitir doenças. Os resultados são disponibilizados para a população por meio do Relatório de Qualidade da Água.

“Trabalhar em saneamento é ter responsabilidade diária com a saúde da população. O relatório reforça nosso compromisso com a transparência e comprova o trabalho realizado desde o tratamento até o monitoramento na rede”, destaca a gerente de Operações da Águas de Manaus, Jessica Candeia.

Uma rede invisível que abastece cidades

Depois de tratada, a água é armazenada em reservatórios e distribuída por uma rede subterrânea que percorre toda a cidade. É esse sistema, invisível para a maioria das pessoas, que garante que a água chegue às casas com pressão adequada e de forma contínua. O funcionamento é ininterrupto, com monitoramento constante para evitar falhas no abastecimento.

Em Barcarena (PA), primeira cidade do estado a universalizar os serviços de água, são cerca de 120 quilômetros de redes de distribuição. Com os investimentos realizados por meio da parceria entre a prefeitura e a Águas de São Francisco, cerca de 120 mil pessoas foram beneficiadas, com a antecipação em oito anos das metas previstas no Marco Legal do Saneamento.

Para ampliar o acesso, a Aegea também implementa programas tarifários adaptados à realidade local, como a Tarifa Social e a Tarifa 10, que já beneficiam milhares de moradores.

“A universalização do saneamento em Barcarena mostra que é possível levar infraestrutura e dignidade às populações com eficiência e responsabilidade socioambiental”, afirma Renato Medicis, vice-presidente da Aegea.

Acompanhe a seguir o cuidado que o esgoto recebe até ser devolvido à natureza, tratado com respeito à natureza.