Festival propõe imersão transformadora para um futuro sustentável

Festival propõe imersão transformadora para um futuro sustentável

Como se engajar e contribuir para a sustentabilidade do planeta? O Festival Conhecendo os ODS Latin America reúne líderes, empresários, pessoas e organizações, em um grande encontro sobre sustentabilidade para responder a questões assim. 

É o maior festival de desenvolvimento sustentável das Américas e tem o objetivo global de regenerar o planeta e a humanidade. Tem duas versões, a presencial e o Digital Pocket, do qual a Aegea participou de dois painéis.

Marina Rodrigues, coordenadora de Sustentabilidade, trouxe dados muito esclarecedores para a reflexão no painel “Um panorama dos primeiros três anos da Década do Oceano”, no dia 30 de outubro. 

Cuidar dos oceanos exige mobilização de todos

Ao lado de Fernando Clark, do NTICS Projetos e SB Sustainable Business, e com a mediação de Juliana Bontorim, Marina, que também é coordenadora da Plataforma de Ação pela Água e Oceano do Pacto Global da ONU no Brasil, mostrou que cuidar dos oceanos exige a mobilização de todos.

“A ONU fala na Década do Oceano para propor a reflexão sobre os oceanos como um todo, como um grande ecossistema. Pensando só no oceano, ele fornece alimentos e condições de vida para mais de 3 bilhões de pessoas ao redor do mundo. Gera 30 milhões de empregos diretos e uma riqueza de 3 trilhões de dólares ao ano. Se formos pensar no ecossistema como uma economia, seria a quinta maior economia do mundo. E o que estamos fazendo com ela? Temos uma questão séria de poluição, com números que podem dobrar nos próximos anos”, disse Marina.

Limpeza de Interceptor Oceânico retirou 2.000 toneladas de resíduos

Marina mostrou ainda a importância de cuidar do saneamento, pois ele tem um impacto na conservação dos oceanos. E falou da atuação da Aegea no Rio de Janeiro, por exemplo, que “abraça” a Baía de Guanabara. Citou um caso emblemático da atuação da Águas do Rio, o do Interceptor Oceânico, um túnel de 9 km de extensão que capta o esgoto da zona sul e, junto com o emissário submarino, faz o esgotamento sanitário da região. 

“Em 52 anos de existência, ele nunca tinha sido limpo. Foi feita uma limpeza e retiradas 2.000 toneladas de resíduos. A ação fez com que os índices de balneabilidade de algumas praias, registrados pelo Inea, melhorassem, como aconteceu em Botafogo e Flamengo. De fato, a melhoria do saneamento básico traz um impacto muito positivo no oceano e nos próprios rios que desaguam nele”, afirmou.

Parceria Aegea e Blue Keepers

Outra linha de atuação são as parcerias, como a da Aegea com o Blue Keepers, um projeto da Plataforma de Ação pela Água e Oceano, do Pacto Global, que está sendo implementado na Prolagos (RJ) e em Serra (ES). 

“É um programa de impacto, que tem chamado a atenção no mundo todo pelos seus resultados e pela importância do trabalho atrelado à Década do Oceano. O objetivo é mobilizar recursos, engajar empresas e governos e sociedade no combate à poluição crônica do oceano, por meio de ações preventivas e corretivas em concordância ao ODS 14 – Vida na Água”, disse.

Atuação coletiva: o caminho para a universalização do saneamento

Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea e diretor de Sustentabilidade da empresa, levou para o Festival Conhecendo os ODS Digital Pocket sua expertise no setor de saneamento. No painel “Atuação coletiva: um novo momento para investir em água e saneamento”, ao lado de Rubens Filho, do Pacto Global da ONU no Brasil, fez uma retrospectiva rápida de como os cuidados com a água e esgoto são importantes para o equilíbrio da vida na terra.

“Apesar de uma temática tão antiga, o saneamento ganhou destaque nos fóruns de discussão nos últimos 20 anos e ainda é preciso mostrar a importância desta infraestrutura na vida das pessoas, principalmente as mais vulneráveis. Um trabalho que vem sendo feito pela Aegea, que atende a mais de 31 milhões de pessoas, empresa que tem no seu DNA atender a todas as camadas da sociedade. Só no Rio de Janeiro, são cerca de 700 comunidades atendidas. O mesmo acontece nas palafitas de Manaus, onde estamos saneando, com água tratada e esgoto coletado e tratado, pessoas que não tiveram acesso aos serviços antes”, afirmou. 

Gerando prosperidade compartilhada por meio dos serviços

Édison falou dos investimentos que precisam ser feitos e como é preciso unir esforços para conquistar a universalização. “O saneamento é um serviço público, independente de ser feito por uma empresa privada, ele sempre é público, a titularidade é do prefeito, é da cidade, então não podemos fazer absolutamente nada nos municípios sem a permissão do poder local, temos que negociar metas, investimentos, tarifas, por meio de agências reguladoras”, disse.

Um dos caminhos percorridos pela Aegea é a ampliação do acesso ao saneamento da população mais vulnerável. “Temos ampliado cada vez mais a Tarifa Social, já são mais de 550 mil pessoas atendidas, principalmente em Manaus, onde o benefício é chamado de Tarifa Manauara. Então fica claro que é preciso ter mecanismos financeiros capazes de ampliar o acesso ao saneamento. A Aegea vai além, gerando desenvolvimento para as cidades e prosperidade compartilhada por meio dos serviços prestados”, disse o presidente do Instituto Aegea.

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