Durante muito tempo, obras de saneamento eram associadas a ruas abertas e a longos períodos de espera até a recuperação do pavimento. Hoje, a realidade é outra. Ao longo de seus 16 anos, a Aegea consolidou soluções operacionais que já fazem parte da rotina de concessionárias como a Águas de Manaus e a Corsan, nas quais planejamento, tecnologia e investimentos próprios aceleram a recomposição do asfalto e reduzem os impactos das intervenções para a população. O resultado é um saneamento que entrega infraestrutura sem perder de vista a qualidade das vias urbanas.
Mutirão em Manaus
Na capital amazonense, a Águas de Manaus intensificou a recuperação das vias com um mutirão que já beneficiou mais de 60 bairros. Desde o início da operação, foram aplicadas mais de 2,8 mil toneladas de asfalto em frentes voltadas tanto para as áreas onde houve implantação da rede de esgoto quanto para os locais que passaram por manutenções emergenciais. Em um mês, o mutirão recuperou mais de 1,5 mil ruas em aproximadamente 60 bairros da capital amazonense. A força-tarefa reforça o compromisso da concessionária com a recomposição da infraestrutura urbana após intervenções nas redes de saneamento.

Segundo o gerente de Serviços da Águas de Manaus, Wendel Sousa, o trabalho mobiliza mais de 110 colaboradores e inclui o monitoramento contínuo das áreas atendidas. Ao todo, foram recuperadas 1.514 ruas. Sempre que há necessidade de ajustes, as equipes retornam ao local para realizar novos reparos.

Produção própria no Sul
No Rio Grande do Sul, a Corsan adotou uma estratégia diferente para ganhar velocidade nas recomposições. A Companhia investiu R$ 3,7 milhões na aquisição de sua primeira usina de asfalto, instalada em Esteio, com capacidade para produzir 2,2 mil toneladas e 100 toneladas por dia.
A estrutura abastece, inicialmente, os serviços de repavimentação em nove municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre. Com produção própria, a concessionária reduz a dependência de fornecedores, obtém um custo 10% abaixo do mercado e gera uma economia de R$ 40 mil por mês — o que diminui o tempo entre a conclusão das obras e a recuperação das vias, além de ampliar o controle da qualidade do material utilizado.


