A Amazônia costuma ser lembrada pela imensidão da floresta, pelos rios e pela biodiversidade. Mas existe uma realidade amazônica que chama a atenção dentro das cidades. Em Manaus, por exemplo, milhares de pessoas vivem entre igarapés, palafitas e rip-raps, em uma paisagem urbana que cresceu rapidamente ao longo das últimas décadas.
Para essa população, preservar esse patrimônio natural também significa ter acesso à água tratada diretamente nas torneiras e ao esgoto coletado e tratado. No Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, essa relação ganha ainda mais importância.

Saneamento acompanha os desafios de uma cidade amazônica
Na capital amazonense, esse desafio envolve ampliar o saneamento, levando infraestrutura também a territórios onde as características urbanas exigem soluções adaptadas.
Esse trabalho vem sendo feito pela Águas de Manaus. Desde 2018, a concessionária já investiu mais de R$ 2,4 bilhões na capital, expandindo a rede de abastecimento, modernizando sistemas e disponibilizando os serviços para mais de 200 mil pessoas que vivem em regiões que, durante anos, conviveram com dificuldades de acesso.
São comunidades que cresceram próximas aos igarapés, a becos estreitos e a lugares em que a ausência histórica de infraestrutura urbana tornou a chegada do saneamento ainda mais complexa.

Água tratada chega às palafitas
Um desses locais é o Educandos, bairro da zona centro-sul, que é diretamente impactado pela subida e descida dos rios. Lá, mais de 1,5 mil famílias viveram por muito tempo sem acesso à água tratada.
“Por muitos anos, sofremos para ter acesso à água. Quando a Águas de Manaus chegou à cidade, fez questão de entender as nossas dificuldades e criou estratégias para garantir o abastecimento. Por mais que o acesso às palafitas seja difícil, hoje cada casa tem uma tubulação que leva água tratada até a torneira de cada morador. Quando se cuida das pessoas que moram aqui, também se está cuidando de todo o ecossistema”, ressalta Gil Eanes, morador do bairro Educandos há mais de 60 anos.
Universalização da água alcança diferentes territórios
Após esse trabalho de mapeamento e expansão do sistema, Manaus alcançou, em 2023, a universalização do acesso à água tratada, um marco que transformou a realidade de milhares de famílias.
Agora, a meta é acompanhar o crescimento da cidade, por meio do programa +Águas, que leva o serviço para comunidades que passaram por regularização fundiária. Nos próximos três anos, mais de 180 mil pessoas serão atendidas pelo programa.
Serviço de esgoto avança em áreas de difícil acesso
Além da ampliação do sistema de água, a Águas de Manaus também atua para que outro serviço essencial alcance cada vez mais pessoas: o esgoto tratado. Hoje, mais de 40% da cidade já possui acesso ao serviço, inclusive as comunidades situadas às margens dos igarapés que cortam a capital.
A expansão da coleta e do tratamento de esgoto também contribui para reduzir o lançamento irregular de efluentes e reforça o cuidado com os igarapés que fazem parte da paisagem e da vida cotidiana da cidade.
Localizado no bairro Redenção, na zona oeste, o Beco São Vicente já começou a receber um sistema de esgotamento sanitário adaptado para áreas conhecidas como rip-raps, nome dado às estruturas de contenção construídas nas margens dos igarapés para reduzir os processos de erosão.
Na capital amazonense, o termo também identifica as comunidades formadas ao redor dessas áreas, geralmente marcadas por relevo acidentado, becos estreitos e desafios de acesso à infraestrutura urbana, como é o caso do Beco São Vicente.

No Beco São Vicente, a transformação já faz parte da rotina
A população que vive na região já reconhece a importância da chegada dos serviços de água e esgoto e percebe as transformações pelas quais o local vem passando.
A artesã Lilian Gonçalves de Moraes, moradora do bairro Redenção há 40 anos, participa de um projeto no Beco São Vicente e acompanha, no dia a dia, as melhorias que a região vem recebendo.
“Antes, aqui era um emaranhado de canos. Depois que chegou a água regularizada, ficou melhor e não tivemos mais problemas para ter água limpa em casa. Agora, com a chegada do saneamento e dos tubos de esgoto, melhorou mais ainda. Diminuiu o mau cheiro e a presença de bichos. Agora esperamos que essa estrutura também chegue aos outros becos e que as pessoas entendam a importância de se conectar à rede para contribuir com a melhoria dos igarapés. Todos nós somos responsáveis por essa mudança, desde o uso correto da água e o descarte adequado do esgoto até o cuidado para não jogar lixo nos igarapés”, frisa a moradora.
Tarifas sociais ampliam o acesso ao saneamento
A adaptação às diferentes realidades de Manaus também passa pela garantia de que os serviços sejam financeiramente acessíveis às famílias.
Em áreas de vulnerabilidade social, a concessionária mantém programas de tarifas sociais que oferecem descontos de 50% no valor da fatura de água e esgoto, além de condições diferenciadas, como a Tarifa 10, na qual o morador paga um valor fixo de R$ 10 pelos serviços.
As iniciativas permitem que mais pessoas tenham acesso regular à água e ao esgoto tratados.

Cuidar das pessoas também é cuidar da Amazônia
“Vivemos na Amazônia, e cuidar das pessoas, oferecendo dignidade e saúde por meio do saneamento, também é cuidar desse patrimônio mundial. Universalizar o saneamento significa olhar para a realidade de cada família e entender que o acesso aos serviços também precisa ser financeiramente possível. Hoje, mais de 40% da população atendida pela Águas de Manaus já está inserida nos programas de tarifas sociais, o que mostra a importância dessas iniciativas para promover uma cidade cada vez mais inclusiva”, destaca o diretor-presidente da Águas de Manaus, Pedro Augusto Freitas.


