No fim de setembro de 2017, em Campo Grande (MS), a Aegea deu um passo importante para transformar a diversidade em compromisso concreto. Durante um evento realizado na cidade, onde a Companhia atua por meio da Águas Guariroba, foi lançado o Programa Respeito Dá o Tom (RDT).
A proposta era ousada: fazer com que a diversidade presente nas ruas do Brasil também pudesse ser vista, valorizada e fortalecida em cada unidade da empresa.
Nove anos depois, esse compromisso ganhou estrutura e capilaridade. Hoje, o Respeito Dá o Tom está presente em 19 comitês locais, distribuídos pelas regionais de atuação da Aegea, e já soma mais de 420 horas de letramento étnico-racial realizadas coletivamente, por meio de rodas de conversa, treinamentos e ações que levam o tema ao dia a dia de milhares de pessoas, dentro e fora da Companhia.

Uma trajetória construída ano após ano
Os primeiros três anos do programa já mostravam a força que ele passaria a ter. Em 2020, o Respeito Dá o Tom já contava com 13 comitês locais e havia realizado mais de 180 ações, alcançando a marca de 100% dos colaboradores com participação em pelo menos uma atividade da iniciativa.
Em 2022, ao completar cinco anos, a Aegea já registrava 63% de colaboradores autodeclarados negros em seu quadro e 19% de lideranças negras, avanço que rendeu ao programa o selo Sim à Igualdade Racial, do ID_BR (Instituto Identidades do Brasil) — um dos reconhecimentos mais relevantes entre empresas brasileiras nesse tema.
Foi também nesse ano que o RDT passou a incorporar a temática de gênero e a Aegea assumiu publicamente suas metas para 2030: elevar a presença de pessoas negras em cargos de liderança de 17% para 27%, e a de mulheres de 32% para 45%. Os compromissos foram atrelados à emissão de Sustainability-Linked Bonds, uma operação pioneira para uma empresa de saneamento na América Latina.
O crescimento seguiu constante. Em 2023, o programa somava 14 comitês locais e mais de 120 colaboradores atuando voluntariamente em suas ações. Em 2025, ao completar oito anos, o Respeito Dá o Tom foi eleito Top of Mind em Diversidade e Inclusão no Prêmio Diversidade em Prática, reconhecimento que reforçou o RDT como uma das iniciativas mais consolidadas do setor no Brasil.
Hoje, os números mais recentes mostram os avanços em direção às metas de 2030: 25,1% dos cargos de liderança da Aegea já são ocupados por pessoas negras e 39,6%, por mulheres.
A visão de quem lidera o compromisso
“Nosso orgulho é ver que, após nove anos, nosso Programa Respeito Dá o Tom continua crescendo e sendo um modelo, interna e externamente. Hoje faz parte da rotina de todos que trabalham na Aegea, em cada um dos territórios. E o nome foi muito feliz, porque começa pelo ‘respeito’ à diversidade em todas as suas formas. São 19 comitês espalhados pelo país, formados por colaboradores que atuam voluntariamente nos letramentos e na orientação a cada equipe, para que a diversidade seja um valor em nosso dia a dia”, afirma Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea.
Para Fabianna Strozzi, diretora de Gestão de Pessoas da Aegea, a iniciativa também é parte do dia a dia da área. “Na Aegea, o Respeito Dá o Tom tem sido um importante aliado da área de Pessoas na promoção de um ambiente mais justo e diverso. Criado para fortalecer a equidade racial e de gênero dentro da Companhia, o programa se mantém vivo e atual, sempre estimulando a reflexão e a ação”, diz.

Vozes de quem constrói o programa nos territórios
“Fazer parte do Programa Respeito Dá o Tom representa um marco na nossa vida, tanto pessoal, aprendendo um pouco mais sobre a evolução dos nossos antepassados e sobre a importância de valorizar e respeitar verdadeiramente essa raça preta, quanto profissional, porque abre a nossa mente para levarmos mais ideias para o nosso comitê e desenvolvermos ações que valorizem a igualdade racial e de gênero. Isso traz benefícios para o nosso desenvolvimento como instituto, como empresa, valorizando e respeitando a nossa diversidade, que faz parte do nosso dia a dia”, afirma Victor Castellano, coordenador do comitê do Programa Respeito Dá o Tom da Águas de Manaus.
Para Mirella Savit, coordenadora do comitê da Águas do Rio, o trabalho tem tudo a ver com o negócio da empresa. “Falamos sobre equidade racial e sobre empregabilidade, pilares que fortalecem cada vez mais a nossa conduta dentro e fora da Companhia”, pontua.

O que sustenta nove anos de trabalho
Se há algo que atravessa toda essa trajetória, do lançamento em Campo Grande até hoje, é o papel dos comitês locais. São eles que traduzem uma diretriz corporativa em ação concreta.
Ao completar nove anos, o Respeito Dá o Tom segue sendo descrito por quem o constrói como um compromisso renovado a cada ano e a cada novo comitê que se forma.
Esse compromisso também está registrado no Guia Antidiscriminatório da Aegea, material que reúne as diretrizes do programa para promover um ambiente de trabalho mais ético, respeitoso e inclusivo. Clique aqui e conheça o Guia Antidiscriminatório completo.


