Instituto Aegea defende ir além do contrato para atender demanda ESG

Menina Agua Aegea

Para falar do tema ESG, a agenda de boas práticas para a governança em meio ambiente, social e corporativa, Mílton Jung, do programa Mundo Corporativo da Rádio CBN convidou o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, que é também diretor de Sustentabilidade da empresa.

Modelos de negócios com eficiência operacional, investimentos responsáveis e alinhamento da Aegea aos princípios ESG foram temas da entrevista conduzida por Mílton Jung. Édison Carlos apresentou a Aegea e como ela atua como uma empresa cidadã nos 154 municípios onde atua.

Milton Edison Aegea

ESG está no DNA da Aegea

O presidente do Instituto Aegea disse como o ESG, com seus pilares ambiental, social e de governança, estão no DNA da empresa: “Nós não queremos só cumprir com os nossos contratos, mas atuar de forma ambientalmente correta e também com critérios de governança muito fortes”.

Mílton Jung lembrou que sem saneamento básico as cidades não se desenvolvem, a saúde das pessoas é precária e a qualidade de vida é fortemente impactada. Para ele, investir no tratamento da água e do esgoto tem sido fundamental para que o ambiente urbano se torne um espaço mais generoso com o cidadão.

Aegea: crescimento mais sustentável

Diante desse cenário, segundo o jornalista, empresas que atuam no setor já estariam, por sua própria finalidade, colaborando para um crescimento mais sustentável. Porém, apenas isso não é suficiente para que atendam as demandas da pauta de governança ambiental, social e corporativa. Disse ainda que o presidente do Instituto Aegea demonstrou ter clareza desse desafio.

“A gente não quer só entregar água tratada e esgotamento sanitário com a maior eficiência operacional no menor prazo possível, na melhor tarifa que a população possa pagar. A gente quer ir além. A gente quer desenvolver projetos sociais de melhoria da renda, da educação e da saúde, que são os pilares do IDH da cidade. A gente quer desenvolver projetos ambientais que melhorem o dia a dia daquela cidade”, afirmou Édison Carlos.

Recuperação da Lagoa Araruama (RJ)

Durante o programa Mundo Corporativo, Mílton Jung e Édison Carlos falaram da atuação da empresa líder no setor privado de saneamento básico e sobre os resultados que a Aegea tem alcançado. “Quando a gente chegou na Lagoa de Araruama, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, há alguns anos, as condições eram péssimas por conta do lançamento de esgoto sem tratamento. Hoje, ao ver cavalos-marinhos retornando naquela área, um animal muito sensível às condições do oceano, isso mostra como é bom, como é saudável, como a gente fica feliz de ver o resultado na prática”, disse.

Desafio de despoluir a Baía de Guanabara (RJ)

Ver esse mesmo resultado na Baía de Guanabara (RJ) é um dos desafios que a empresa enfrenta neste momento, segundo o presidente do Instituto Aegea, com a concessionária Águas do Rio. Para recuperar as áreas em que a Aegea atua no Rio de Janeiro serão investidos, nos próximos cinco anos, cerca de R$ 3 bilhões na construção de coletores para bloquear o esgoto.

Tarifa Social além do contrato

De acordo com Édison Carlos, a governança social se destaca com ações de impacto interno e externo da empresa. Do lado de fora, são mais de 100 mil famílias ou 400 mil pessoas beneficiadas com a tarifa social — número que excede em muito o que está previsto nos contratos assinados pela empresa para gerenciar o serviço de saneamento nas cidades.

“A gente verifica que, se tem essa possibilidade de encaixar faixas de renda menores na tarifa social, melhor, porque essas pessoas vão ser ‘fiscais da companhia’. Elas vão olhar se está tendo vazamento de água naquela comunidade, se estourou uma determinado cano… Eles informam muito mais para a gente. Quanto mais a sociedade está bem atendida, mas eles funcionam a favor do serviço”, contou Édison Carlos.

Programa e ações de diversidade

Internamente, o Instituto Aegea promove programas de diversidade que incentivam a equidade racial e de gênero e tem como meta ampliar os cargos de liderança para negros e mulheres até 2030. Édison Carlos ressalta que para essas ações terem êxito, é importante o comprometimento do comando da empresa, essencial para que os demais colaboradores se engajem nas iniciativas.

“Não tem um Planeta B. Ou seja, não temos um Plano B de Planeta. O que a gente, então, tem de fazer é entregar o melhor para as próximas gerações, não só como executivos, profissionais, mas como cidadãos, também, esses pilares têm de estar incorporados no nosso dia  a dia”, afirmou o presidente do Instituto Aegea.

Entrevista na íntegra

Leia mais e ouça a entrevista na íntegra para saber de outras iniciativas de gestão ambiental, social e corporativa da Aegea. Disponível também no YouTube: https://youtu.be/4g74Oq92kw0. O Programa Mundo Corporativo tem as participações de Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

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