Líder do saneamento comemora 12 anos de atuação

Produção Água também passa análises constantes Aegea
Texto: Catarina Lopes e Rosiney Bigattão

Nossa natureza é trabalhar para levar mais vida para o seu futuro, anuncia o mote de uma campanha publicitária divulgada recentemente pela Aegea. A frase diz muito sobre a cultura da empresa líder do saneamento privado no Brasil, que tem uma atuação muito focada na agenda ESG, as boas práticas em meio ambiente, social e de governança.

Na prática, isso significa que os mais de 11 mil profissionais que atuam nas 154 cidades atendidas pela Aegea são movidos por um propósito que os une em busca de um bem maior: ir além dos serviços básicos, levando condições para que cada família se desenvolva. Por meio do atendimento em água e esgoto, com ações e programas coordenados para gerar um ciclo virtuoso.

Parceira do Pacto Global da ONU

Por meio do Instituto Aegea, é parceira da Rede Brasil do Pacto Global da ONU,  Organização das Nações Unidas, e atua em projetos alinhados às metas do ODS 6 – Água Potável e Saneamento, que envolvem assegurar a universalização do saneamento e a segurança hídrica no país.

A Aegea amplia e fortalece a parceria. É coordenadora do Movimento +Água, exercida por Marina Rodrigues e, recentemente, também faz parte do Conselho Consultivo. O presidente do Instituto Aegea e diretor de Sustentabilidade da empresa tomou posse em 21 de julho.

Metas sustentáveis

Em 2022, a empresa deu ainda um importante salto no seu compromisso de deixar um legado de sua atuação firmando metas sustentáveis que incluem ter 45% de mulheres e 27% de negros em cargos de liderança e a redução do consumo de energia em 15%, medido em kWh/metro cúbico até 2030.

A Aegea é a primeira empresa de saneamento na América Latina a emitir Sustainability-Linked Bonds (SLBs), os chamados bonds sustentavéis,  atrelados ao alcance de metas de sustentabilidade. Desde 2017, a busca por mais igualdade pela Aegea é feita por meio do Respeito Dá o Tom.

Associado ao modelo de negócio da empresa – que tem como base eficiência operacional, cumprimento de metas, investimentos responsáveis e o alinhamento aos princípios ESG – o compromisso da Aegea com as comunidades onde atua vem gerando um crescimento exponencial.

De seis municípios atendidos em 2010, hoje a Aegea está em 154 cidades. Tudo isso com um foco em governança e transparência, princípios que regem a Aegea e levam a práticas de demonstração de atividades que vão além das obrigações regulatórias do setor.

Resultados concretos de Norte a Sul do país

Ao longo de sua trajetória, a Aegea tem proporcionado impactos ambientais e sociais positivos nos municípios onde opera. Na região Norte, Manaus, por exemplo, é a capital que mais ampliou a oferta de água tratada entre 2018 e 2021 e hoje 98% da população tem acesso à água de qualidade.

A Aegea atua segundo as características regionais, que a empresa chama de Brasicidades. Por isso, implantou em Manaus o Programa Vem Com a Gente. Por meio dele, a Águas de Manaus fica mais próxima dos moradores, principalmente das áreas vulneráveis.

Cerca de 150 km de redes em regiões de becos, palafitas e rip-raps foram implantadas. Com o alcance do projeto, áreas que não contavam com acesso aos serviços passaram a integrar o sistema, com 130 mil famílias recebendo água tratada pela primeira vez, muitas delas pagando metade da tarifa.

No Nordeste, um dos exemplos é a cidade de Timon, no Maranhão, que alcançou a universalização de abastecimento de água no primeiro ano de concessão. A universalização total do saneamento, incluindo o tratamento de esgoto, está prevista para 2026.

A cidade vizinha, Teresina, no Piauí, também alcançou a universalização do abastecimento de água, o que colocou um fim à falta d’água crônica que prejudicava a população nos meses de setembro a dezembro, quando se registram as temperaturas mais altas.

Menos perdas de água

A Aegea trabalha para que todas as suas concessões diminuam o volume de perda de água, e um exemplo de sucesso desse esforço está no Centro-Oeste, na operação em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, onde, desde 2010, o índice de perda de água foi de 57% para 19%. 

Já no Sudeste, historicamente, o Rio de Janeiro sempre foi visto como um dos maiores desafios para as empresas do setor. Ao assumir os serviços, a Águas do Rio, está transformando desafios em oportunidades. O atendimento já muda a vida dos moradores das 525 comunidades.

Atuação próxima às comunidades

Por meio de programas como o Afluentes, de relacionamento com as lideranças comunitárias, e o Vem Com a Gente, quem sempre viveu longe dos serviços já tem água tratada em casa. Além disso, 3.500 moradores destas áreas foram contratados pela empresa. O número representa 58% do total de seis mil profissionais contratados pela concessionária Águas do Rio.

Em Serra (ES), desde 2012, houve 39% de redução na taxa de internações por doenças de veiculação hídrica. E, em Barcarena (PA), mesmo durante a pandemia, um investimento de mais de R$ 1 milhão em uma nova estação de tratamento de esgoto (ETE) beneficiou 20 mil moradores com a cobertura de esgoto.

Outro destaque é Piracicaba (SP), uma cidade que está na sétima colocação no ranking de 2021 de melhores cidades do país em serviços de água e esgoto, do Instituto Trata Brasil e que logo nos primeiros dois anos de operação da Aegea, o município alcançou a universalização com benefícios imediatos não apenas para as pessoas, como também para os ecossistemas da região.

No Sul, melhorias nos sistemas de abastecimento de água de Bombinhas, Penha e São Francisco do Sul são um marco, inclusive no atendimento durante a alta temporada. Em 2020, foi inaugurada a primeira estação de tratamento de esgoto de São Francisco do Sul, a ETE Ubatuba.

Um legado para o futuro

A Aegea tem grandes planos para o futuro de suas atuais concessões. Crato, no Ceará, é uma concessão recente, e hoje trata somente 3% de seu esgoto. Com os serviços da nova concessionária, a Ambiental Crato, este número deve alcançar 50% em apenas dois anos, com um investimento de R$ 100 milhões nos primeiros cinco anos e um total de R$ 250 milhões investidos ao longo dos 35 anos de contrato, beneficiando 133 mil pessoas.

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