No 26 de agosto, data que marca o Dia Internacional da Igualdade Feminina, o Respeito Dá o Tom (RDT) apresenta três trajetórias de mulheres que atuam em diferentes áreas do saneamento. O programa corporativo de diversidade e de equidade racial e de gênero da Aegea tem o objetivo de espelhar a demografia da população brasileira no quadro de funcionários da Companhia.
Dar visibilidade às trajetórias de Géssica Kelli Silva de Oliveira, Rúbia Beatriz de Oliveira Trindade Viana Barreto e Bruna Côrtes Valente é uma maneira de demonstrar a importância de investir na promoção da equidade. Esse investimento acontece de forma estruturada desde 2017, quando o programa Respeito Dá o Tom foi criado, e atua a partir de três pilares: empregabilidade, com foco na geração de oportunidades para o ingresso na Companhia; desenvolvimento, promovendo a carreira, a formação e a mentoria desses profissionais, e relacionamento, garantindo um ambiente inclusivo por meio de sensibilização e letramento contínuos.
Foi também a partir dessas ações estruturadas que a Aegea assumiu a meta pública de aumentar de 32% para 45% a participação de mulheres em cargos de liderança até 2030. Esse compromisso é pioneiro no setor de saneamento no Brasil e está diretamente atrelado à emissão de títulos sustentáveis (Sustainability-Linked Bonds – SLB).
Para que esses números se tornem realidade no dia a dia, é necessário valorizar trajetórias e ampliar as referências femininas dentro da organização, reconhecendo que a igualdade avança quando as oportunidades são distribuídas de forma justa.
Conheça as histórias de três mulheres que movimentam diferentes áreas da Companhia, ocupando espaços historicamente percebidos como masculinos.

Guardiã da qualidade da água que chega aos moradores
Géssica Kelli Silva de Oliveira é coordenadora de Controle de Qualidade, Água e Efluentes da Águas de Manaus (AM). Ela começou como analista de processo, atuando com projetos, custos e novas tecnologias na área de Operações, e passou pelo time de Planejamento. Foi chamada de volta à operação com uma missão específica: reestruturar o Controle de Qualidade de Água e Esgotamento Sanitário. Hoje resume seu time com uma palavra só: guardiões. Eles são responsáveis por garantir que a água que chega à casa das pessoas tenha a qualidade que elas merecem, evitando que os problemas atinjam o cliente.
Na área de Laboratório e Qualidade, ela encontra muitas mulheres em posições de liderança. Já em Operações, o ambiente segue predominantemente masculino e estar ali, lidando diretamente com pares em sua maioria homens, traz desafios próprios. Para Géssica, parceria e respeito resolvem boa parte desse caminho.
O que ainda precisa mudar, na visão dela, está menos na competência das mulheres e mais no que se espera delas fora do trabalho. “Precisa olhar para a competência da mulher e não para os múltiplos papéis que ela precisa ainda exercer”, diz, citando como exemplo oportunidades negadas sob justificativas como “ela tem filho pequeno” ou “pode engravidar”. Segundo ela, mulheres seguem acumulando essas responsabilidades mesmo quando também sustentam a casa, e ter mais mulheres em posições de liderança é o que rompe esse ciclo.

“Você não precisa estar pronta, precisa estar disposta”
Rúbia Beatriz de Oliveira Trindade Viana Barreto, coordenadora de Planejamento e Controle, Gestão de Portfólio de Investimentos, começou como estagiária na Prolagos (RJ), em 2012, em uma época em que o Centro Administrativo Aegea (CAA) ainda nem existia, e foi contratada no ano seguinte. Ao longo do tempo, passou pelos setores Administrativo, Financeiro, CEDOC e Planejamento, até chegar ao Planejamento de Capex, área que a aproximou da Gestão de Investimentos da Companhia. Em 2023, foi convidada a integrar a Gestão de Portfólio de Investimentos da Aegea, onde atua até hoje como coordenadora de Planejamento e Controle.
Ela descreve esse caminho como uma construção contínua, e não como uma sequência de mudanças isoladas. Cada área pela qual passou e cada pessoa que encontrou no caminho contribuiu para a profissional que é hoje.
Seu recado para quem está começando é direto: o espaço nem sempre está pronto esperando por quem chega, ele se constrói com dedicação, curiosidade e coragem de assumir novos desafios. “Você não precisa estar pronta, precisa estar disposta”, resume.

Liderança não tem gênero
Bruna Côrtes Valente, coordenadora de EHS, começou na área Ambiental, atuando em obras no segmento de Óleo e Gás, em empresas com processos integrados de Meio Ambiente, Qualidade, Saúde e Segurança. Essa vivência ampliou, naturalmente, sua atuação também para as áreas de Saúde e de Segurança do Trabalho, até chegar à liderança de EHS que ocupa hoje na Aegea, no Rio de Janeiro, onde transita diariamente entre a estratégia e a operação de campo.
No início da carreira, mais jovem e em um ambiente predominantemente masculino, ela precisou orientar e cobrar procedimentos de equipes formadas majoritariamente por homens, muitos deles com mais tempo de casa e experiência. Havia resistência, e conquistar espaço exigia demonstrar, na prática, conhecimento, segurança e firmeza. Com o tempo, ela entendeu que a autoridade profissional não está relacionada ao gênero ou à idade, mas à capacidade de conhecer o processo, ouvir as pessoas e sustentar decisões.
Hoje, à frente de um time que já conta com mulheres atuando diretamente em segurança, participando das rotinas de campo e das decisões da operação, ela resume o que aprendeu: “Competência, conhecimento e capacidade de liderança não têm gênero.”
Essas três trajetórias mostram como a mudança acontece na prática: elas são construídas dia a dia por quem decide agir e sustentadas pelas ações estruturadas do programa Respeito Dá o Tom, criado justamente para ampliar oportunidades, desenvolver carreiras e garantir ambientes mais inclusivos. É desse encontro entre iniciativa individual e estrutura organizacional que a equidade avança todos os dias.


