O caminho para mais mulheres na liderança: um compromisso da Aegea

O caminho para mais mulheres na liderança: um compromisso da Aegea
Texto: Enzo Mandetta

A partir de 2022, o Respeito Dá o Tom fortaleceu ações e estratégias para que a Aegea tenha mais mulheres em posições de liderança. No mesmo ano, esse trabalho ganhou um compromisso público e mensurável: a Companhia assumiu a meta de aumentar a presença feminina em cargos de liderança de 32% para 45% até 2030, por meio da emissão de Sustainability-Linked Bonds, uma operação inédita para empresas de saneamento na América Latina, que atrela o custo da dívida ao cumprimento de metas de diversidade.

Esse compromisso da Aegea é parte de uma estratégia global por desenvolvimento sustentável. Em 2015, quando a ONU definiu os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), um deles tratava especificamente de colocar mulheres em posições de liderança. Dez anos depois, a meta 5.5 da Agenda 2030, “garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública”, segue sendo um dos pontos mais lentos de avançar dentro do ODS 5, o objetivo dedicado à igualdade de gênero.

Progresso real

Os números explicam o porquê. No Brasil, a proporção de mulheres em cargos gerenciais avançou de 36,8%, em 2015, para 39,4%, em 2024, segundo o IBGE, um crescimento de menos de três pontos percentuais em quase uma década. Em conselhos de administração, a presença feminina saltou de 10% para 21% entre 2017 e 2023, e em cargos de diretoria executiva, de 21% para 26%, conforme o estudo Panorama Mulheres, do Talenses Group em parceria com o Insper. 

Um progresso real, mas ainda distante da paridade. O próprio relatório de acompanhamento da ONU, divulgado em 2024, reconhece que apenas 17% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estão avançando no ritmo esperado globalmente, enquanto 30% estagnaram ou regrediram. Isso demonstra que o   desenvolvimento sustentável não se mantém se as barreiras que impedem metade da população de melhorar plenamente suas capacidades, continuam inalteradas.  

Igualdade de gênero como estratégia de negócio

Ao converter um compromisso global em números concretos, monitorados publicamente e conectados ao próprio custo de capital da Companhia, a Aegea reforça que igualdade de gênero é estratégia de negócio, com prazo e prestação de contas. Em dezembro de 2025, a meta da Aegea já havia avançado para 39,6%.   O programa Respeito Dá o Tom segue essa mesma lógica dentro da rotina da Companhia: sensibilização, desenvolvimento de carreira e ambientes mais equitativos, trabalhados todos os dias, para que a meta de equidade de gênero de 2030 se torne parte da experiência real de cada pessoa colaboradora dentro da Aegea.