Água disponível quando a população precisa dela, mesmo diante de uma seca severa, uma enchente ou outro evento climático extremo. Esse é um dos objetivos da resiliência hídrica: fortalecer a infraestrutura de abastecimento para agir de forma preventiva, responder a diferentes cenários e manter a continuidade de um serviço essencial.
Na Aegea, essa estratégia está baseada em três frentes: antecipar riscos, preparar as operações e garantir capacidade de resposta. A segurança hídrica faz parte da matriz de riscos da Companhia, com identificação, avaliação e mitigação dos desafios encontrados em cada território.
Na prática, isso significa conhecer as características de cada região e agir antes que uma situação crítica comprometa a disponibilidade de água.
Do monitoramento à diversificação das fontes
A ampliação da resiliência hídrica passa por medidas que começam no planejamento de longo prazo e chegam às operações.
Entre as ações estão melhorias nos sistemas de captação, distribuição, coleta e tratamento; estudos hidrogeológicos e modelagem de águas superficiais e subterrâneas; transposição de rios e bacias hidrográficas; redução de perdas; investimentos em barragens, poços e captações; diversificação de fontes; e parcerias e projetos de restauração.
O monitoramento é outra parte dessa estratégia. A Aegea acompanha rios e bacias hidrográficas por meio de dados de estações fluviométricas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e controla os níveis de barragens e captações nos centros de controle operacional.
As operações também contam com previsões meteorológicas de curto, médio e longo prazos e análises sobre mudanças climáticas em parceria com a Climatempo. A inteligência artificial é utilizada para prever o comportamento dos principais mananciais.
E quando um evento extremo acontece?
A preparação inclui planos de contingência para reduzir riscos e contribuir para a continuidade dos serviços. As medidas podem envolver perfuração, retrofit e limpeza de poços, mobilização de caminhões-pipa, geradores e bombas reservas, reservatórios e estações de tratamento móveis, além da adequação das rotinas operacionais e de obras civis de prevenção e adaptação.
Para o El Niño 2026-2027, por exemplo, a Aegea acompanha boletins do Climate Prediction Center (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), e de órgãos brasileiros, ajustando os planos territoriais conforme as atualizações do prognóstico.
A Companhia também estruturou um comitê de crise multidisciplinar, responsável por mapear ações executadas, avaliar riscos operacionais e elaborar planos de mitigação e contingência. Os times internos são preparados para responder aos eventos climáticos.
Resiliência hídrica na prática
Os desafios variam de acordo com o território. Em Manaus, bombas anfíbias instaladas pela Aegea acrescentaram mais de 120 milhões de litros de água por dia ao sistema de produção, aumentando a capacidade operacional em períodos de seca severa do Rio Negro.
Em 2024, a capacidade foi ampliada em cerca de 25%, contribuindo para manter o abastecimento da população mesmo diante da maior estiagem em 120 anos na Amazônia.
No Piauí, o desafio foi a pior seca dos últimos oito anos, registrada em 2025. Uma força-tarefa emergencial perfurou 53 poços e revitalizou outros 213. Também foram mobilizadas três estações de tratamento de água (ETAs) móveis, 12 reservatórios móveis e 137 caminhões-pipa.
Já no Rio Grande do Sul, o cenário foi de excesso de água. Durante as enchentes de 2024, 236 dos 317 municípios atendidos pela Corsan decretaram estado de emergência. Mais de mil colaboradores foram mobilizados em uma força-tarefa com as Forças Armadas, a Defesa Civil e o Governo do Estado.
Das 67 estruturas severamente danificadas, 65 foram recuperadas em até 12 dias, e todos os municípios voltaram a operar plenamente em menos de um mês.
O aprendizado também foi convertido em um plano de resiliência climática, com medidas como realocação de estações para áreas menos vulneráveis, reforço de instalações com muros de contenção e elevação de equipamentos, perfuração de poços e construção de novas adutoras para permitir a manobra de água entre sistemas.
Antecipar para estar preparado
Secas, enchentes e alterações nos regimes de chuva exigem respostas diferentes. Por isso, a estratégia de resiliência hídrica combina investimentos estruturantes, monitoramento contínuo e planos de contingência.
É esse conjunto de ações que busca preparar as operações para diferentes cenários climáticos, reforçar a segurança hídrica e operacional e manter a continuidade dos serviços essenciais para a população.
Para saber mais sobre a estratégia de resiliência hídrica da Aegea e suas ações, acesse https://ri.aegea.com.br/esg/resiliencia-hidrica/.


