Para se manter presente no dia a dia dos colaboradores, orientando e incentivando os comitês locais, o Respeito Dá o Tom compartilha uma série de estratégias que, ao longo de seus nove anos de trajetória, vêm sendo sistematizadas periodicamente.
Cada ação realizada e replicada pelas unidades da Aegea é registrada, mensurada e aperfeiçoada em documentos que aos poucos estão se tornando um material de referência. Essas boas práticas orientam o objetivo, o público, o formato e o passo a passo de cada iniciativa dos comitês.
Letramentos raciais: rodas de conversa na Águas do Rio
Essa consistência começa nos letramentos raciais, promovidos periodicamente pelo Instituto Aegea, responsável por acompanhar as ações do pilar de Relacionamento do programa. Um desses encontros, em parceria com o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), que acompanha o Respeito Dá o Tom desde o início, reuniu virtualmente membros de comitês locais de diferentes unidades para debater de onde vêm o racismo e as desigualdades. É a partir desse preparo que os comitês ganham repertório para replicar e conduzir suas próprias ações nos territórios.
É o caso das rodas de conversa, um formato pensado para oferecer letramento em um espaço seguro de escuta, com grupo limitado de participantes, mediação preparada e perguntas orientadoras definidas antes do encontro, com duração de uma hora a uma hora e meia. Foi seguindo essa lógica que o comitê da Águas do Rio reuniu colaboradores para marcar o aniversário do programa, no ano passado, com música, poesia e uma roda de conversa, transmitida ao vivo para que colaboradores do interior do estado do Rio de Janeiro também pudessem participar.

Diálogo de respeito nas unidades de Santa Catarina
A mesma intenção estratégica orienta o que os comitês da Águas de Bombinhas e o da Águas de Palhoça, em Santa Catarina, fizeram durante o Diálogo Diário de Segurança (DDS). Conhecida como diálogo de respeito, essa prática também segue um método testado: escolher um único tema, alinhar com o gestor do turno antes da ação, preparar uma mensagem-chave e conduzir a conversa sem expor nenhum colaborador ou situação específica, em até dez minutos, para não impactar a operação. É uma ação desenhada para caber na rotina sem perder profundidade.

Grupo de estudos no Rio Grande do Sul
Essa mesma consistência aparece nas parcerias externas do programa. No Rio Grande do Sul, o comitê local se uniu ao grupo de estudo sobre pós-abolição da Universidade Federal de Santa Maria para promover o encontro Santa Maria Negra: Histórias que Não nos Contaram. Uma oportunidade para resgatar junto à comunidade parte da história da população negra da cidade, que muitas vezes fica fora dos livros.

Gestão dos indicadores do programa
Depois de cada uma dessas ações, sejam elas rodas de conversa, DDS ou parcerias externas, vem uma etapa que faz parte do mesmo método: o registro. O ideal é que toda iniciativa seja registrada na ferramenta de gestão de indicadores do programa, com o que funcionou e o que pode melhorar. É esse acompanhamento que garante que uma boa prática testada em um lugar não se perca e possa chegar a outro, de norte a sul do país.
Essa combinação de método definido e prática testada e documentada se sustenta ao longo dos nove anos do Respeito Dá o Tom como boa prática para promover o letramento e a sensibilização voltados a um ambiente de trabalho mais inclusivo nos territórios de atuação da Companhia.
Somadas a essa estratégia, as ações afirmativas de contratação e desenvolvimento e as políticas e guias de conduta estabelecidos pela Aegea fortalecem sua intencionalidade nas iniciativas de promoção de diversidade e inclusão. Um compromisso que nasceu dentro da Companhia e que, ano após ano, atravessa os muros dela, pelas pessoas que passam a levar essas conversas para casa, para a rua, para outros espaços da vida e pela referência de mercado que o Respeito Dá o Tom é hoje.


