A Amazônia está no centro das discussões globais sobre clima, água e preservação ambiental. Mas, além da proteção da floresta, outro desafio vem ganhando protagonismo na região: ampliar o acesso ao saneamento em territórios marcados pela baixa cobertura. Nos últimos anos, investimentos inéditos em água e esgoto passaram a ser vistos como parte estratégica da proteção ambiental, da adaptação climática e da melhoria da qualidade de vida da população amazônica.
Celebrado em 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça justamente essa conexão em torno da aceleração de soluções sustentáveis para reduzir impactos ambientais e ampliar a resiliência das cidades.
Saneamento, meio ambiente e oceanos estão diretamente ligados. O esgoto sem tratamento lançado em rios urbanos prejudica a fauna e a flora, percorrendo um caminho que chega a lagoas, baías e oceanos. Ao mesmo tempo, eventos extremos, enchentes e pressão sobre os recursos hídricos mostram como infraestrutura urbana e mudanças climáticas passaram a caminhar juntas.

Saneamento na Amazônia
Levar saneamento à Amazônia envolve desafios específicos. Áreas alagáveis, ocupações informais, longas distâncias e comunidades em palafitas exigiram soluções inéditas e adaptadas à realidade local, além de investimentos de longo prazo.
Com planejamento estratégico, escala de investimentos e soluções adaptadas ao território, a Aegea vem trabalhando para transformar o cenário na região. Hoje, a Companhia atua em estados como Amazonas, Pará e Rondônia, estruturando projetos voltados à universalização dos serviços.
Palafitas com solução inédita no país
Em Manaus, o Beco Nonato foi o local escolhido pela concessionária Águas de Manaus para começar a receber essas estruturas inéditas de saneamento. Em 2018, os moradores do local tiveram, pela primeira vez, acesso à rede regular de água tratada.

A experiência operacional positiva em Manaus permitiu desenvolver tecnologias específicas para atender regiões de difícil acesso.
Mais de 200 mil pessoas passaram a ter acesso regular à água tratada pela primeira vez, principalmente as comunidades vulneráveis. Já a cobertura de esgoto na capital avançou de 16% para 40%, com previsão de alcançar todas as regiões da cidade até 2033.
A atuação também inclui políticas de inclusão sanitária. Atualmente, cerca de 600 mil pessoas são beneficiadas pela Tarifa Manauara e pela Tarifa 10, modelo voltado às famílias em situação de maior vulnerabilidade social.

Pará recebe o maior investimento da história
Outro avanço importante acontece no Pará. A Águas do Pará será responsável pelos serviços de água e esgotamento sanitário em 126 municípios do estado, beneficiando aproximadamente 5,5 milhões de pessoas.
Ao longo de 40 anos, estão previstos mais de R$ 18,7 bilhões em investimentos — o maior aporte já realizado no setor de saneamento na Amazônia Legal.
A expansão inclui obras de infraestrutura, ampliação de redes, construção de estações de tratamento e regularização do abastecimento em áreas mais vulneráveis, incluindo comunidades em palafitas e regiões historicamente desassistidas.
Barcarena antecipa universalização
Em Barcarena, no Pará, a universalização do saneamento chegou oito anos antes do prazo, sendo concluída em 2025, antecipando as metas do contrato.
Os investimentos envolveram a ampliação das redes de água e esgoto, a construção de estações de tratamento e a modernização da infraestrutura local, beneficiando mais de 120 mil pessoas.
O município também adotou mecanismos tarifários voltados à população de baixa renda para ampliar o acesso contínuo aos serviços.
Rondônia avança no saneamento
A Aegea mantém operações em municípios de Rondônia, como Buritis, Pimenta Bueno, Rolim de Moura, Ariquemes e Jaru. Os investimentos em infraestrutura já demonstram impactos ligados à melhoria das condições urbanas, à saúde pública e ao desenvolvimento econômico local.
Educação e saneamento
Em parceria com o UNICEF, a Aegea desenvolve ações voltadas à melhoria da infraestrutura sanitária em escolas públicas, à capacitação de profissionais e à promoção de boas práticas de higiene em regiões rurais e periféricas. Neste ano, foram entregues 25 escolas na região Norte.
Outro destaque é a parceria firmada entre o Instituto Aegea e o BNDES para o projeto Saneamento nas Escolas do Marajó, no Pará.
Pelo Instituto Aegea, serão destinados R$ 20 milhões para obras e ações previstas na iniciativa. O projeto prevê melhorias em cerca de 400 escolas de 16 municípios do arquipélago, impactando diretamente mais de 15 mil alunos e aproximadamente 16,2 mil pessoas da comunidade escolar.
Continuidade e cooperação
A Aegea, referência privada no setor de saneamento no Brasil, atua com o objetivo de acelerar a expansão dos serviços no país por meio de investimentos em infraestrutura, eficiência operacional e desenvolvimento social. Isso tem tudo a ver com meio ambiente, oceanos, saúde e qualidade de vida. Presente em diferentes regiões brasileiras, a Companhia desenvolve projetos voltados à ampliação do acesso à água e ao esgoto, com atenção especial às populações mais vulneráveis e aos desafios ambientais dos territórios onde opera.
O modelo de atuação combina capacidade de investimento, gestão operacional e a sustentabilidade das cidades, porque tudo está interligado. O saneamento ocupa espaço central nas discussões sobre clima, preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e proteção dos oceanos. E a conexão é direta: proteger rios, reduzir a poluição e preservar os oceanos também depende da infraestrutura construída dentro das cidades.


