Estudo mostra os impactos positivos do saneamento no RS

Estudo mostra os impactos positivos do saneamento no RS

Cerca de 47,2 mil empregos devem ser gerados, anualmente, em todo o Rio Grande do Sul, fruto dos investimentos destinados à universalização dos serviços de saneamento básico nos municípios sob operação da Corsan. 

Destes, 5,3 mil são postos de trabalhos diretos, criados nos setores de construção civil e de máquinas e equipamentos; aproximadamente 31,4 mil são indiretos e 10,4 mil são induzidos. 

O estudo, realizado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria GO Associados, foi encomendado pela Aegea, controladora da Companhia Riograndense de Saneamento, a Corsan. 

O investimento total aportado pela Aegea na universalização gaúcha chegará a R$ 15 bilhões até 2033. Considerando o tempo de execução das obras até 2033, prazo exigido por lei para chegar aos 99% de abastecimento de água e 90% de atendimento com rede de esgoto, o potencial total para incremento do número de postos de trabalho permanentes no Estado chega a 520 mil.

Desenvolvimento da estrutura produtiva 

Os investimentos devem puxar o desenvolvimento da estrutura produtiva, crescimento da economia, geração de renda e, consequentemente, aumento de arrecadação. Isso porque a universalização dos serviços de água e esgoto produz uma série de impactos positivos à sociedade.

São benefícios que vão desde a preservação do meio ambiente à melhora em indicadores de saúde e de educação, reforçando o papel do investimento em infraestrutura, em particular no saneamento básico, como indutor de crescimento e de bem-estar à população.

“A universalização do acesso ao saneamento é um objetivo que deve mobilizar todos os esforços possíveis, pois pode levar ao Rio Grande do Sul um desenvolvimento econômico e social significativo. Gera empregos, renda para as famílias e melhores condições para que a população possa se desenvolver, além da melhoria na saúde e no meio ambiente do Estado”, diz Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil.

Enorme potencial de geração de emprego e renda 

Na avaliação do vice-presidente da Regional 2 da Aegea, Leandro Marin, o ciclo de investimentos em universalização diz respeito não somente ao cumprimento das obrigações contratuais em infraestrutura de saneamento básico, mas também a programas amplos de parcerias e projetos que visam conexão com as comunidades.

“O enorme potencial da geração de empregos e renda nas 317 localidades onde atuamos é um viés do impacto positivo dos investimentos. Os efeitos, porém, extrapolam o ecossistema econômico, gerando um importante impulso de desenvolvimento social e de sustentabilidade. Estamos falando, por exemplo, da qualificação de indicadores de saúde, da redução do absenteísmo escolar e melhoria dos índices de escolaridade, e da diminuição impactante da poluição de rios e mares”, destaca.

De acordo com o estudo, o aumento de um ponto percentual do acesso ao saneamento básico está associado a uma elevação de 0,11 pontos percentuais na taxa de frequência escolar, a uma queda de 0,31 pontos percentuais na taxa de distorção idade-série e também a uma queda de 0,12 pontos percentuais na taxa de abandono escolar.

Multiplicadores da economia a partir do saneamento

O levantamento considera que as mais diversas indústrias serão positivamente afetadas pelo pacote de investimentos associado à universalização do saneamento nos municípios atendidos pela Corsan. 

Esses recursos ativam os mais diversos multiplicadores da economia, distribuídos entre todos os setores. O acréscimo salarial médio, ao ano, somente no Rio Grande do Sul, deve chegar a aproximadamente R$ 345 milhões.

Oferta adicional ao PIB gaúcho

Além dos efeitos sobre o mercado de trabalho e sobre os indicadores de qualidade de vida e produtividade econômica do Estado, a desestatização da Corsan vai promover, em média, cerca de R$ 3 bilhões de oferta adicional, anualmente, ao PIB gaúcho, somando R$ 33 bilhões no período de 10 anos.

Segundo o estudo, uma projeção linear da média 2012-2021 dos índices de atendimento urbano de água e esgoto mostra que, mantendo os padrões da última década, sem a desestatização, em 2033 a cobertura de esgoto chegaria a apenas 30,1% na área Corsan.

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