Práticas de compliance e ESG como alicerces da preservação ambiental

Amazonas

Questões do desmatamento, déficit do saneamento, desigualdade social, corrupção e os desafios da governança moderna foram debatidas na 3ª Jornada ESG pelo Brasil. Com o tema “Desenvolvimento sustentável da Amazônia”, o evento do Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) foi realizado  no Ministério Público do Amazonas, em Manaus (AM), no último dia 31.

“O desmatamento na Amazônia cresceu 56,6% sob o atual governo. A derrubada de florestas na Amazônia alcançou um novo e alarmante patamar nos últimos três anos. Falta vontade política para a priorização do meio ambiente no Brasil”, alerta o procurador de Justiça Criminal de São Paulo, Roberto Livianu, na abertura.

Apoio da Aegea

Segundo o procurador, que também é presidente do INAC e doutor em Direito pela USP, o desenvolvimento sustentável da Amazônia não pode ser visto de forma isolada. Precisa estar associado a práticas de compliance e ESG pelas empresas e governos a fim de se combater a corrupção, prática comumente associada à exploração ilegal de madeira e minérios.

A Jornada ESG pelo Brasil já realizou jornadas nas cidades de Campo Grande (MS), onde tratou da “Universalização do saneamento básico” e no Rio de Janeiro, onde se debateu “Saneamento e pobreza. O grande desafio do enfrentamento da desigualdade no Brasil”. Em abril, chega a São Paulo.

O evento tem o apoio da Aegea, maior empresa privada de saneamento básico do país. Em Manaus, a companhia atua desde junho de 2018, por meio da concessionária Águas de Manaus. O trabalho já reflete em impactos positivos para a população da maior cidade do Norte do país.

Outros participantes da jornada

O evento teve como mediadora Daniela Bragança, assessora de comunicação do Ministério Público do Estado do Amazonas, profissional de trade marketing e liderança de pessoas.

Entre os debatedores estavam Ivana Lúcia F.Cei, procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Amapá e presidente do Conselho Nacional de Procuradores Gerais, além de doutoranda em direito pela Universidade John F. Kennedy.

Participou também o procurador Ruy Marcelo Elencar de Mendonça, titular

do Ofício Ambiental do Ministério Público de Contas junto ao TCE/AM, ex-procurador do Amazonas e mestre em direito ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas.

Rita Mesquita, coordenadora de Extensão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), e ex-secretária adjunta da Secretaria de Meio Ambiente

e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Amazonas estava entre os debatedores do evento.

Vânia Marinho, desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas e promotora de justiça da Vara da Infância e Juventude, foi outra autoridade a compor a mesa de debates. Ela também é professora estatutária da Universidade do Estado do Amazonas.

Pular para o conteúdo