Saneamento e saúde: as melhorias na vida dos moradores de palafitas

Texto: Daniele Brito e Rosiney Bigattão

“Antigamente, os canos de água eram enterrados na lama, era tudo clandestino, você não tinha água tratada, hoje em dia não, 2018, que a empresa Águas de Manaus entrou lá, conversou com os moradores, explicou que ia melhorar a água para a gente, foi o que aconteceu. Melhorou muito, muito mesmo, porque a gente não poderia lavar a roupa, não poderia beber da água, porque dava diarreia na gente, dava vômito, as crianças só viviam no hospital, então melhorou muito, e agora com a chegada da rede de esgoto, também, melhorou pra gente, porque era tudo jogado embaixo das nossas casas, então agora melhorou muito, muito mesmo”, relata Gisele Dantas. Com 43 anos, mãe de três filhos, ela mora no Beco Nonato, em Manaus, desde que nasceu. Com sua fala sincera, resume a importância do saneamento para a saúde das pessoas.

A relação entre saúde e saneamento

Relatos assim fazem do 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde, uma data ainda mais especial para a Aegea. Há 13 anos, a  empresa trabalha para levar mais saúde e qualidade de vida aos moradores das cidades onde atua por meio dos investimentos feitos em saneamento. 

Com crescimento consistente e sustentável alicerçado no modelo de negócio da companhia, a empresa multiplicou de tamanho, passando de seis municípios em 2010 para 489 este ano. O que significa um aumento na população atendida, que hoje é de mais de 30 milhões de pessoas.

Foco no atendimento dos mais vulneráveis

“Nestes 13 anos de história, sempre tivemos a premissa que a nossa natureza movimenta vidas. Com evidências positivas de Norte a Sul do país, sabemos que quando a gente faz, a vida acontece. Por meio da água, elemento fundamental para todos, conseguimos transformar a vida das pessoas, principalmente com foco nos mais vulneráveis, em locais extremos, onde sempre foi muito distante a ideia de ter água tratada nas torneiras, coleta e tratamento de esgoto e até mesmo um CEP na residência”, explica Radamés Casseb, CEO da Aegea.

Desafio de avançar priorizando as necessidades locais

Garantir saúde aos moradores de Manaus foi o grande desafio que a Águas de Manaus teve quando chegou à capital amazonense, há cinco anos. Desde então, a concessionária investe para o avanço do saneamento na cidade, com atenção especial às áreas vulneráveis.

Foram implantados mais de 200 quilômetros de rede que beneficiaram aproximadamente 200 mil pessoas. Por meio do Vem Com a Gente, equipes técnicas da concessionária percorreram todos os bairros da cidade e mapearam os locais que necessitavam de regularização do serviço. 

A partir daí, foi realizado um estudo para adaptar as estruturas à realidade geográfica da cidade, com atenção especial a bairros que têm como característica a presença de rip-raps, becos e palafitas – que são características peculiares da região.

Água tratada em casa e coleta de esgoto com redes aéreas

Com este trabalho, foi possível garantir que famílias que vivem em situação de vulnerabilidade recebessem água tratada, livre de contaminações. Além disso, estas regiões também começam a receber estrutura do sistema de esgoto aéreo, em um projeto pioneiro e, mais uma vez, inovador no setor. 

A primeira comunidade a receber o benefício foi o Beco Nonato, no Cachoeirinha, onde mais de 900 pessoas passaram a contar com a estrutura. A concessionária já trabalha na implantação de mais de 3.000 metros de rede coletoras em outros locais com as mesmas características. 

Melhorias mudam as estatísticas de saúde

Um dos fatores mais significantes deste avanço no saneamento é a queda nos índices de doenças de veiculação hídrica. Segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), em 2022 foram registrados seis casos de hepatite A na capital amazonense. 

O dado representa 82,4% de queda em relação a 2019, quando foram confirmados 34 casos da doença. O número de pacientes com leptospirose também diminuiu nos últimos anos, com 32 ocorrências em 2022, contra 43 em 2019 – ou seja, redução de 25,6%.

Queda nos casos de diarreia

Ainda de acordo com a FVS-AM, as ocorrências de diarreia aguda, uma das principais doenças causadas pela ingestão de água contaminada, caíram em mais de dois mil casos no período, saindo de 99.974 registros em 2019 para 97.735 casos em 2022.Os dados coincidem com os investimentos realizados na expansão dos serviços de água tratada e esgoto no mesmo período. Os exemplos positivos da Aegea estão por todos os municípios onde a empresa atua, confira.

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