Ter energia limpa e sustentável é discutida na Glocal Experience

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Como realizar a transição energética de uma forma justa aproveitando toda a capacidade de geração de energia renovável do país foi o tema dos painéis da tarde de sexta-feira, 15 de julho, na Conferência da Glocal Experience.

Ter energia limpa e acessível é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a serem atingidos até 2030. Apesar da matriz energética do Brasil ter em sua composição 85% de energias renováveis, as crises hídricas cíclicas e a consequente utilização das usinas térmicas podem ameaçar que se atinja esse objetivo.

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O uso de energia renovável

“Há o consenso de que precisamos ter 100% de energia renovável, mas precisamos ter portfólio com opções para o consumidor decidir”, disse Francisco Scroffa, responsável pela Enel X no Brasil.  A empresa tem um projeto de eletrificação do transporte público, já em fase inicial de execução no Chile e na Colômbia, que deverá ser executado também no Brasil.

“Precisamos pensar qual tipo de energia vamos usar para fazer a transição, já que para reduzir aquecimento não podemos abrir um único novo poço de petróleo”, disse Nicole Oliveira, diretora do Instituto Internacional Arayara.

Desenvolvimento sustentável em comunidades

Eduardo Ávila, diretor executivo da Revolusolar, organização voltada ao desenvolvimento sustentável em comunidades, contou sobre o projeto piloto de instalação de placas solares para produção energia nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, no Leme (zona sul do Rio). “A energia produzida em excesso volta para a rede e rende créditos para as famílias”, explicou.

No painel seguinte, “Brasil, uma potência energética”, a cientista Suzana Kahn, da Coppe/UFRJ e especialista em planejamento energético, queixaram-se da falta de estratégia para modelar a transição. “Houve investimento pesado quando se quis virar potência na cadeia de óleo e gás; o mesmo no etanol. Mas falta agora esse planejamento e foco para que o país se torne um grande produtor de energia renovável”.

Energia em abundância X Segurança jurídica

Gerente de Inovação e Sustentabilidade na Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, Ansgar Pinkowski concordou com Suzana. “Temos energia em abundância, mas não estamos indo para lugar nenhum. A Alemanha tem demanda alta de hidrogênio verde e poderia comprar do Brasil”, disse.

Sandro Yamamoto, diretor técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica, informou que o país tem capacidade de gerar 500 gigawatts em terra e mais 700 gigawatts off-shore. “Desafio é a segurança jurídica, para que possamos investir sem surpresas”, disse.

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A busca da Aegea por mais sustentabilidade no uso de energia

Texto: Rosiney Bigattão

A Aegea, além de atuar em 13 estados e 154 cidades levando água tratada, coleta e tratamento de esgotos a mais de 21 milhões de pessoas, trabalha sempre alinhada aos princípios ESG, as boas práticas ambientais, sociais e de governança. Desenvolve ações de preservação dos recursos hídricos no setor, reduz perdas de água, aumenta a coleta e o tratamento dos esgotos, e faz tudo sempre buscando a maior eficiência no uso da energia elétrica e uma matriz elétrica mais limpa. Para provar esse esforço, ao final de 2022, mais de 90% da energia negociada pela Aegea será por meio de Mercado Livre e com contratos ativos com geradora eólica, além disso 8% estão alocados em contratos de Geração Distribuída, majoritariamente solar. A companhia tem como meta que 95% da energia utilizada em suas concessões sejam de fontes renováveis e estabeleceu o compromisso de reduzir em 15% o consumo de energia nestas mesmas concessões até 2030.
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Mais sobre a Glocal Experience

A Glocal Experience é uma iniciativa da Dream Factory. O patrocinador master é a Águas do Rio, com patrocínio do Instituto Aegea, Enel Distribuição Rio, Corona, Cedae e da Lei estadual de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro. A Glocal conta ainda com as parcerias de mídia da Eletromidia, Itabus e TV Globo, além do apoio da OceanPact, Águas do Brasil e Rio + Saneamento. São apoiadores institucionais da GLOCAL: Alana, Instituto Igarapé, Pacto Global, FGV, Prefeitura do Rio e BR Marinas e com parceria da Maria Farinha Filmes. A curadoria e conteúdo é de responsabilidade da Andara e a Moderação dos Laboratórios tem a coordenação da Reos Partners.   Saiba mais em: glocalexperience.com.br

Fotos: Ademir Junior, Júlio César Guimarães, Marcos André Pinto e Paulo Whitaker.

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