De pequenas a grandes cidades, a mesma excelência no saneamento

De pequenas a grandes cidades, a mesma excelência no saneamento
Texto: Ray Santa Cruz

Durante anos, acordar de madrugada para garantir alguns baldes de água fez parte da rotina de muitas famílias de Teresina. “Três horas da manhã a gente levantava para colocar os carrinhos na fila. Depois voltava às três da tarde. Foram dez anos assim”, lembra dona Francisca Rodrigues. Hoje, ao abrir a torneira de casa, ela resume o sentimento de quem viu a cidade mudar: “Agora estou feliz. Depois que a Águas de Teresina chegou, melhorou para nós.”

Histórias como a de dona Francisca ajudam a explicar por que Teresina está entre os principais exemplos de evolução do saneamento no país, após apenas nove anos de atuação da Águas de Teresina, concessionária da Aegea, que completa 16 anos.

A mais de 2 mil quilômetros dali, em Cláudia (MT), município colonizado por famílias que chegaram em busca de uma nova vida no fim da década de 1970, o acesso à água tratada e ao esgoto já faz parte da rotina da população. Separadas por diferentes biomas, histórias e tamanhos, as duas cidades têm algo em comum: elas fazem parte da trajetória da Aegea, que movimenta vidas por meio do saneamento em grandes centros urbanos e em pequenos municípios brasileiros.

Uma cidade em movimento

Primeira capital planejada do Brasil e conhecida como Cidade Verde, Teresina encontrou no saneamento um importante aliado para impulsionar seu crescimento. Desde 2017, quando a Aegea assumiu a concessão, já foram investidos mais de R$ 1,45 bilhão em obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Os resultados colocaram a capital como a cidade que mais avançou no Ranking do Saneamento 2026, do Instituto Trata Brasil. O município também lidera os investimentos em saneamento no Nordeste quando analisado o volume de recursos por habitante, alcançando R$ 322,10 por morador em 2024.

Hoje, a zona urbana conta com abastecimento de água universalizado. A cobertura de esgoto passou de 19% para 59%, beneficiando mais de 480 mil pessoas, com mais de 400 quilômetros de novas redes implantadas, cerca de 970 quilômetros de redes coletoras em operação, 29 Estações de Tratamento de Esgoto e aproximadamente 40 milhões de litros de esgoto tratados por dia.

Compromisso que chega a todos os municípios

O movimento promovido pelo saneamento também está presente em cidades de menor porte. Em Cláudia, no norte de Mato Grosso, a operação da Aegea atende a aproximadamente 9.140 moradores com os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

O município já alcançou a universalização do abastecimento de água, com 100% de cobertura, e também do esgotamento sanitário, que atende a 93,78% da população. Os resultados mostram que o compromisso da Companhia em ampliar o acesso aos serviços essenciais é o mesmo, independentemente do porte da cidade ou da região onde atua.

Cada gota faz diferença

Outro marco dessa trajetória é a eficiência operacional. Teresina conquistou o melhor resultado do Norte e do Nordeste e passou a ocupar a 10ª colocação nacional no “Estudo de perdas de água 2026”, também do Instituto Trata Brasil.

O índice de perdas caiu de mais de 64% para 19,55%, colocando a capital entre as quatro cidades do país classificadas no padrão de excelência do Ministério das Cidades para controle de perdas. Na prática, isso significa menos desperdício de água tratada, maior segurança no abastecimento e maior capacidade para atender a mais pessoas sem ampliar, na mesma proporção, a produção.

Água que movimenta vidas

Os investimentos também chegaram a comunidades que nunca haviam contado com abastecimento regular. Mais de 45 mil pessoas passaram a ter acesso formal à água tratada. Um dos exemplos é o Residencial Lindalma Soares, onde foram implantados 22 quilômetros de novas redes, beneficiando mais de 10,8 mil moradores. Entre eles está Lucimar Correia, que viu a rotina da família mudar com a chegada da água.

“Antes, a gente vivia de balde, tinha que buscar água onde dava. Depois, conseguimos uma ligação improvisada, mas era pouca água e nem chegava ao chuveiro. Agora, é outra vida. Posso usar minha máquina de lavar durante o dia, tomar banho de chuveiro quando quero e beber água filtrada em casa. É uma mudança que faz toda diferença no dia a dia.” A história de Lucimar se soma à de dona Francisca e à de milhares de brasileiros que vivem em cidades de diferentes portes e realidades. Seja em uma capital planejada ou em um pequeno município de Mato Grosso, o saneamento movimenta o desenvolvimento, fortalece a saúde, preserva os recursos naturais e deixa um legado que passa a fazer parte da história das comunidades.