Saneamento no Rio Innovation Week: quando infraestrutura transforma vidas

Saneamento no Rio Innovation Week: quando infraestrutura transforma vidas
Texto: Lívia Andrade e Rosiney Bigattão

Imagine um lugar onde é possível assistir, no mesmo dia, a uma palestra sobre inteligência artificial, a outra sobre exploração espacial, a uma conversa com uma vencedora do Prêmio Nobel da Paz e a um debate sobre saneamento básico. Esse é o Rio Innovation Week (RIW), que acontece com apoio do Instituto Aegea e da Águas do Rio, utilizando recursos próprios e da Lei Rouanet.

Considerado um dos maiores eventos de inovação e tecnologia do mundo, o RIW reuniu, em sua edição anterior, mais de 205 mil pessoas, cerca de 3 mil palestrantes de 20 países e um movimento de, aproximadamente, R$ 4 bilhões em negócios. Este ano, serão 35 palcos simultâneos e cerca de 60 conferências e encontros entre convidados de áreas tão diversas quanto a ciência, a arte, o empreendedorismo, a sustentabilidade e a tecnologia. São milhares de pessoas interessadas em discutir ideias capazes de transformar o futuro — e o saneamento faz parte dessa conversa.

Quem circular pela área de mais de 90 mil metros quadrados do evento vai, naturalmente, passar por um espaço que mostra essa interação — a sala de imersão da Águas do Rio, um lugar interativo e educacional que utiliza óculos de realidade virtual 360°, projeções e jogos para conscientizar estudantes, professores e a comunidade sobre a importância do saneamento básico e da preservação ambiental.

Inovação para melhorar a vida das pessoas

O tema de 2026 é “Simbiose”, simbolizando que as grandes transformações acontecem quando diferentes áreas do conhecimento trabalham juntas. Os debates que vão acontecer no evento, com muita conexão entre áreas distintas do pensamento humano, têm muito a ver com saneamento e resultam em impactos diretos no nosso dia a dia.

Afinal, cidades mais inteligentes também precisam de rios limpos, abastecimento de água confiável, tratamento de esgoto, gestão eficiente de recursos naturais e infraestrutura preparada para enfrentar eventos climáticos extremos. Sem esses serviços, nenhuma inovação consegue melhorar, de fato, a vida das pessoas.

É justamente essa relação que a Aegea leva para o Rio Innovation Week. “É uma oportunidade para que possamos falar dos esforços da Aegea, das concessionárias, como a Águas do Rio, e do Instituto Aegea em melhorar a vida das pessoas por meio do saneamento e de projetos socioambientais que buscam reduzir desigualdades, melhorar a educação e criar soluções que ampliem a renda nas comunidades”, afirma Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea.

“Saneamento Salva: quando infraestrutura transforma vidas”

Édison Carlos participa de um dos painéis que abrem a semana, “Saneamento Salva: quando infraestrutura transforma vidas”, ao lado de Maria Fantinatti, professora da Uerj e pesquisadora da Fiocruz, Danilo Moura, especialista em Clima e Meio Ambiente do UNICEF, e Ruan Juliet, líder da Rocinha.

“É um tema bastante importante neste momento de efeitos climáticos extremos que o Brasil vive e com a chegada do super El Niño. Isso reforça a necessidade de debater os esforços que todos precisam fazer e de mostrar como ter saneamento é importante para enfrentar esses desafios. Nesse cenário, a Aegea tem sido uma das protagonistas nas quase 900 cidades onde opera, então precisamos incentivar parcerias, como as que temos com grandes entidades — a Fiocruz, o UNICEF e outras que estarão presentes aqui no Rio Innovation Week”, diz Édison Carlos.

“Sem filtro: as decisões que ninguém conta”

Os principais desafios ao liderar operações de infraestrutura em um dos contextos urbanos mais complexos do país fazem parte do painel com a participação de Radamés Casseb, CEO da Aegea. A partir de experiências reais, ele vai compartilhar como adaptar estratégia, operação e cultura para expandir o acesso à água e ao esgoto tratados em territórios onde o modelo tradicional não se sustenta.

Para o CEO, ampliar o acesso ao saneamento significa também promover saúde, educação, dignidade e mais oportunidades para milhões de brasileiros.

“Quanto vale o azul?”

Ao longo dos quatro dias de programação, outros executivos da Companhia também participam de debates. “Quanto vale o azul?” é o tema do painel com a presença de Sinval Andrade, diretor de Relações Institucionais da Águas do Rio.

O painel revela como a economia azul pode conciliar desenvolvimento econômico, conservação da natureza e geração de emprego e renda. Leia mais sobre o assunto na plataforma Saneamento Salva e veja como os recursos podem melhorar a vida das pessoas.

“Saneamento e águas fluviais”

Tatiana Carius, diretora de Relações Institucionais da Aegea, participa do painel “Saneamento e águas fluviais”. A executiva também vai abordar a economia azul ao falar sobre a infraestrutura básica e a preservação dos corpos hídricos.

Temas como mudanças climáticas, inclusão produtiva, liderança, inovação e impacto social são outros eixos da participação dela, exemplificando que a busca por soluções para garantir o abastecimento regular e o acesso ao saneamento são os grandes desafios atuais.

“Entre o ESG e a vida cotidiana”

Ao lado da presidente-executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, e outras lideranças femininas, a diretora de Relações com Investidores e de Sustentabilidade da Aegea, Adriana Albanese, estará no painel “Entre o ESG e a vida cotidiana: saneamento, saúde, dignidade e o impacto social invisível na vida das mulheres”.

Elas vão mostrar como o saneamento básico, o acesso à energia e o enfrentamento das mudanças climáticas costumam ser tratados como temas separados, mas seus impactos se cruzam diretamente na vida das mulheres e das comunidades mais vulneráveis. Uma conversa sobre infraestrutura como instrumento de equidade, cidadania e transformação social.

“A economia da periferia: inovação, potência e novos mercados”

Renan Mendonça, diretor-executivo da Águas do Rio, participa do painel “A economia da periferia: inovação, potência e novos mercados”. Em vez de olhar para as periferias das cidades pelo viés da carência, a conversa parte do que já existe dentro das comunidades: negócios que nascem da necessidade e viram referência de inovação e cultura e pautam o consumo nacional.

Um diálogo que conversa diretamente com a proposta do Rio Innovation Week em 2026: a expectativa é ampliar o alcance do evento ainda mais e democratizar o acesso aos debates sobre inovação. “Nosso compromisso segue firme: expandir o acesso à tecnologia e à inovação para além dos palcos, chegando a novos públicos. Queremos reforçar que a tecnologia só se sustenta quando abraça um propósito maior — o de gerar desenvolvimento humano, social e ambiental”, diz o cofundador do RIW, Fábio Queiroz.

Serviço

De 4 a 7 de agosto, no Pier Mauá, no Rio de Janeiro (RJ)

Nos palcos estarão temas como inteligência artificial, sustentabilidade, cibersegurança, blockchain, fintechs e impacto social. Entre os palestrantes confirmados estão a ativista Malala Yousafzai, a artista Beatriz Milhazes e o físico Brian Greene.

Confira a programação completa e mais informações clicando aqui.