Avanço dos serviços no Rio transforma a vida de milhares de mulheres

Os avanços no saneamento no Rio têm trazido oportunidades para muitas mulheres. Jéssica da Silva, de 29 anos, é uma das que ocupa um espaço majoritariamente masculino. Moradora da favela do Jacarezinho e mãe de três crianças, ela atua há um ano e quatro meses no setor de fiscalização e divide sua rotina com 31 homens que fazem parte de sua equipe.

“Sempre houve respeito e eu me sinto acolhida. Mas o desafio é grande. Sair para trabalhar sendo mãe de três filhos não é fácil. E sou mãe solteira. Tenho muita fé e penso nos meus filhos para seguir em frente. É isso que me motiva. E aqui eu tenho o diferencial de trabalhar próximo de casa, na Zona Norte do Rio, isso facilitou meu processo de adaptação”, lembrou.

Acolhimento da empresa ajuda a superar preconceitos

Geysa dos Santos Conceição também se  sente acolhida pela empresa, mas ainda enfrenta desafios. “Constantemente, me deparo com o machismo, o que é muito triste em pleno século XXI em que tanto se fala em equidade de gênero”, diz a responsável pela loja de atendimento ao cliente da Águas do Rio, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

“Já vivenciei situações de me apresentar como responsável , e ser julgada por ser mulher em cargo de gestão. Uma vez ouvi – Você não, quero falar com quem manda aqui!, como se mulher não pudesse ocupar cargos de liderança, ainda mais uma mulher negra. Longe de ser vitimismo, porque tenho certeza de que sou capaz, e a empresa nos valoriza, tem muito respeito. Sou mulher, sou negra, sou líder de atendimento e muito mais”, diz.

Mudanças na vida de milhares de mulheres: lata d’água nunca mais

É com esse trabalho que a Águas do Rio vem mudando a situação  para milhares de mulheres que vivem no Estado do Rio. Desde que a Águas do Rio iniciou suas operações, em 1º de novembro de 2021, mais de 3,3 milhões de pessoas foram beneficiadas com melhorias no fornecimento de água. Dessas, 250 mil não tinham abastecimento dentro de suas casas e não podiam fazer coisas simples do dia a dia.

“Lata d’água na cabeça, lá vai Maria…”. A canção, eternizada na voz de vários artistas brasileiros ao longo de décadas, descreve a vida de mulheres que ainda hoje enfrentam a rotina cruel da carência do abastecimento de água tratada. 

Saneamento ajuda a aumentar a renda das mulheres 

Segundo dados do Instituto Trata Brasil, além da falta de água, 38,2% das brasileiras não têm coleta de esgoto em suas residências. Os estudos mostram que o acesso pleno ao saneamento reduz em 63,4% a incidência de doenças ginecológicas e aumenta a renda das mulheres em mais de 30%.

A CEO do Instituto Trata Brasil e mestre em Engenharia Civil, Luana Pretto, deu exemplos desses impactos na rotina de uma mulher.

“As mulheres que não possuem acesso a água e esgoto tratados são as mais impactadas numa família, porque são elas que, em geral, cuidam dos filhos e dos maridos. Cada episódio de diarreia, por exemplo, faz com que uma criança fique de um a quatro dias longe da escola e é a mãe, muitas vezes, que precisa faltar o seu trabalho para cuidar dessa criança. Dessa forma, essas mulheres têm uma menor possibilidade de ascensão social e possibilidade de geração de renda”, explicou Luana.

Impactos do acesso aos serviços na vida de uma mulher

“Quando eu era criança não existia saneamento aqui. Tínhamos muita dificuldade com água e para pegar precisávamos enfrentar filas segurando baldes. Ainda criança, quando eu chegava da escola, tinha essa função”, lembra Juliana Borges, de 36 anos, moradora do Morro do Salgueiro, na Zona Norte do Rio, que vive com sua mãe Eunice e sua filha, Ana Julia.

“Hoje é outra história, completamente diferente. Temos água encanada, podemos abrir a torneira e também tomar banho de chuveiro, não mais no baldinho. Lavamos a nossa louça, sem ter que carregar água. Desde que a Águas do Rio chegou por aqui, a realidade é outra”, destacou Juliana.
Isso tudo é só o início do trabalho que têm transformado a vida de pessoas como a Dona Rudi, do Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro; da Marilene da Silva, da Pavuna; da Dona Sandra, de São Gonçalo e da Bianca Medeiros, de Belford Roxo, e de outras milhares de mulheres.

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