Dia dos Oceanos: como o saneamento protege a vida marinha

Dia dos Oceanos: como o saneamento protege a vida marinha
Texto: Ray Santa Cruz

Celebrado em 8 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos convida a sociedade a refletir sobre a importância de proteger um dos recursos naturais mais valiosos do planeta. Responsáveis pela regulação do clima, pela produção de grande parte do oxigênio que respiramos e pelo sustento de milhões de pessoas, os oceanos enfrentam desafios crescentes relacionados à poluição e à degradação ambiental.

Embora muitas vezes essa discussão esteja associada ao descarte de resíduos plásticos ou às mudanças climáticas, existe um fator fundamental para a saúde dos oceanos que nem sempre recebe a mesma atenção: o saneamento básico.

A conexão entre saneamento e preservação dos oceanos é direta. Grande parte da poluição que chega aos mares é transportada pelos rios, córregos e demais corpos hídricos que atravessam áreas urbanas. Quando as cidades não contam com sistemas adequados de coleta e tratamento de esgoto, os resíduos acabam sendo lançados na natureza e, em algum momento, alcançam as regiões costeiras e os oceanos.

Esse processo impacta a qualidade da água, compromete ecossistemas sensíveis, afeta a biodiversidade marinha e contribui para a degradação de habitats importantes para espécies aquáticas.

Além dos danos ambientais, a falta de saneamento também gera consequências para a saúde pública e para atividades econômicas que dependem diretamente de ambientes aquáticos preservados, como a pesca, o turismo e o transporte marítimo.

O acesso ao saneamento básico ainda é uma realidade distante para bilhões de pessoas em todo o mundo. Estimativas apontam que pouco mais de 40% da população mundial ainda não possui acesso adequado a serviços de saneamento, o que reforça a dimensão global desse desafio.

O presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos destaca que a ampliação da infraestrutura de coleta e tratamento de esgoto representa uma das medidas mais eficazes para reduzir a carga poluidora lançada nos corpos hídricos e contribuir para a recuperação da qualidade da água e da biodiversidade.

“Falar de oceanos e falar de saneamento é quase que uma coisa só. A maior parte da poluição que chega aos mares vem pelos rios. Uma cidade que não tem saneamento básico, provavelmente esse esgoto uma hora chega ao oceano, causando impactos para as espécies, os corais e toda a vida marinha. Falar de oceanos e falar de saneamento é quase que uma coisa só. Então, a gente precisa valorizar essa discussão”, diz.

A preservação dos oceanos exige uma atuação integrada que combine investimentos em saneamento, planejamento urbano, educação ambiental e proteção dos ecossistemas.

Sem coleta e tratamento de esgoto, resíduos e poluentes continuam chegando aos rios, lagoas, baías e áreas costeiras, comprometendo os esforços de preservação ambiental.

Por isso, avançar na universalização do saneamento significa também fortalecer ações de proteção dos recursos hídricos e contribuir para metas globais de conservação dos oceanos.

A Aegea tem contribuído para essa transformação por meio de investimentos em infraestrutura de saneamento, recuperação ambiental e iniciativas de conscientização voltadas à preservação dos recursos hídricos.

A Companhia também participa de iniciativas que promovem a proteção das águas e dos oceanos, como a Plataforma Ação pela Água e Oceano, do Pacto Global da ONU no Brasil, além de apoiar ações voltadas ao monitoramento ambiental e à redução da poluição em áreas costeiras. No Dia Mundial dos Oceanos, a mensagem mais importante é: a saúde dos mares está diretamente ligada às escolhas feitas dentro das cidades. Investir em saneamento básico é investir na qualidade de vida das pessoas, na proteção da biodiversidade e na construção de um futuro mais sustentável para todos.