O Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta e reúne seis biomas fundamentais para o equilíbrio climático global: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Em todos eles, o saneamento ganha espaço como uma ferramenta estratégica de preservação ambiental, promoção da saúde pública e desenvolvimento sustentável.
Presente em mais de 890 municípios brasileiros, de todos os biomas, a Aegea desenvolve projetos que conectam infraestrutura, proteção dos recursos hídricos e impacto social positivo. Um trabalho realizado diariamente pelos mais de 26 mil colaboradores que levam mais saúde, dignidade e respeito ao meio ambiente às cidades onde a Companhia atua.
No contexto do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o debate sobre sustentabilidade passa também pela universalização do saneamento. O acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto reduz a poluição dos rios, protege ecossistemas, fortalece a resiliência climática das cidades e melhora diretamente a qualidade de vida da população e dos oceanos.
A atuação da Aegea está conectada aos pilares ESG, com uma estratégia ambiental baseada no fortalecimento da segurança hídrica, na redução de perdas de água, na ampliação do uso de energias renováveis e na promoção da economia circular, reunindo projetos voltados à preservação ambiental, à inclusão social e ao desenvolvimento das comunidades onde atua.

Amazônia: saneamento como aliado da floresta
A Amazônia está no centro das discussões globais sobre clima, água e preservação ambiental. Além da proteção da floresta, o desafio da região é ampliar o acesso ao saneamento em territórios historicamente marcados pela baixa cobertura dos serviços.
Para levar infraestrutura a áreas alagáveis em Manaus, a Aegea proporcionou iniciativas inéditas, como a instalação de redes de esgoto em comunidades em palafitas. Além disso, mais de 200 mil pessoas passaram a ter acesso regular à água pela primeira vez.
Hoje, a empresa atua em estados como Amazonas, Pará e Rondônia, estruturando projetos voltados à universalização dos serviços de água e esgoto.
No estado paraense, a Águas do Pará será responsável pelos serviços de água e esgotamento sanitário em 126 municípios, beneficiando aproximadamente 5,5 milhões de pessoas. O projeto prevê investimentos históricos em infraestrutura, na ampliação de redes, na construção de estações de tratamento e na inclusão sanitária em áreas vulneráveis.
Outro destaque é Barcarena, onde a universalização do saneamento foi antecipada em oito anos, ampliando o acesso da população à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto já em 2025.
A Companhia também desenvolve projetos de impacto social em parceria com o UNICEF e o BNDES, com foco em saneamento nas escolas, em reformas, na melhoria da infraestrutura sanitária e na promoção de boas práticas de higiene em comunidades vulneráveis.

Cerrado: segurança hídrica e desenvolvimento sustentável
Conhecido como berço das águas brasileiras, o Cerrado desempenha papel estratégico no abastecimento hídrico do país. Em um bioma marcado por estiagens prolongadas e pressão sobre os recursos naturais, os investimentos em saneamento se tornam fundamentais para garantir a segurança hídrica e a qualidade de vida.
Mato Grosso do Sul vive um marco no saneamento. A capital Campo Grande (MS) atingiu, com oito anos de antecedência, as metas do Novo Marco Legal. Atualmente, 99% da população, mais de 953 mil pessoas, têm acesso à água tratada, e 94% já contam com coleta e tratamento de esgoto. A Águas Guariroba também assumiu o compromisso de ampliar a cobertura de esgoto para 98% até 2028, fortalecendo os avanços urbanos, sociais e ambientais da capital.
No interior do estado, os impactos positivos do saneamento são percebidos pela população. Os relatos refletem uma transformação que já faz parte da rotina de milhares de famílias em Mato Grosso do Sul. Com a ampliação da infraestrutura, moradores passam a ter mais saúde, bem-estar e dignidade, enquanto os municípios ganham em desenvolvimento, serviços e qualidade de vida. Um avanço que impacta diretamente o presente e ajuda a construir cidades mais preparadas para o futuro.
Em Mato Grosso, cidades como Pedra Preta e São José do Rio Claro vivem uma transformação impulsionada por obras de água e esgoto. Entre os investimentos estão novas adutoras, substituição de redes antigas, perfuração de poços, ampliação da reservação e implantação das primeiras estruturas de coleta e tratamento de esgoto em alguns locais.
Pantanal: proteger as águas é preservar o bioma
Reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade, o Pantanal depende diretamente da qualidade da água para manter seu equilíbrio ecológico.
Nesse cenário, o saneamento funciona como uma das principais ferramentas de preservação ambiental. A coleta e o tratamento de esgoto ajudam a evitar que cargas poluidoras cheguem aos rios e córregos que abastecem o bioma. A Ambiental MS Pantanal trata anualmente cerca de 33,6 milhões de metros cúbicos de esgoto, reduzindo significativamente o impacto ambiental sobre os recursos hídricos da região.
Além da infraestrutura, projetos de restauração ecológica, proteção do solo e educação ambiental ajudam a ampliar a resiliência hídrica do Pantanal diante dos eventos climáticos extremos. As ações incluem iniciativas em parceria com organizações ambientais, atividades educativas em comunidades e programas voltados à conscientização sobre o uso correto da rede de esgoto e à preservação dos recursos naturais.

Mata Atlântica: recuperação de rios, lagoas e áreas costeiras
Na Mata Atlântica, os investimentos em saneamento têm contribuído para reduzir a poluição de rios, lagoas e áreas costeiras, favorecendo a recuperação gradual de ecossistemas historicamente impactados pela urbanização.
Na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, os investimentos da Prolagos na ampliação da coleta e do tratamento de esgoto contribuíram para a recuperação gradual da Lagoa de Araruama, considerada a maior laguna hipersalina do mundo. A melhora da qualidade da água favoreceu o fortalecimento de atividades ligadas ao turismo, à pesca e aos esportes náuticos, além do retorno de espécies sensíveis ao equilíbrio ambiental, como os cavalos-marinhos.
Outro exemplo ocorre na Baía de Guanabara, onde os investimentos em saneamento ajudam a reduzir a carga poluidora. A recuperação ambiental trouxe vida à Praia do Flamengo, com balneabilidade, banhistas, escolas de natação e biodiversidade marinha. Além disso, a Enseada de Botafogo, antes poluída, hoje virou local de mergulho e atividades físicas.
A Companhia participa de iniciativas voltadas à redução da poluição marinha, em parceria com o Pacto Global da ONU no Brasil, com ações de monitoramento e coleta de resíduos em praias do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Pampa: energia limpa e cidades mais sustentáveis
No Sul do Brasil, a atuação da Aegea está conectada à transição energética e à sustentabilidade das operações. No Rio Grande do Sul, a Corsan já utiliza 98% da energia consumida proveniente de fontes renováveis, reforçando o compromisso da Companhia com práticas alinhadas aos princípios de ESG.
A iniciativa integra um plano mais amplo de geração de energia limpa desenvolvido pela Aegea em diferentes estados brasileiros, com o objetivo de reduzir impactos ambientais e aumentar a eficiência no uso de recursos naturais. Os projetos incluem soluções voltadas à modernização operacional e à construção de cidades mais sustentáveis, conciliando desenvolvimento urbano, preservação ambiental e inovação.

Caatinga: soluções adaptadas ao semiárido
No semiárido brasileiro, na Caatinga, onde a escassez hídrica desafia diariamente milhões de pessoas, o saneamento assume um papel essencial para garantir saúde, dignidade e segurança hídrica.
A atuação da Aegea em municípios como Teresina (PI), Crato (CE) e cidades do Cariri Cearense envolve investimentos em abastecimento de água, em eficiência operacional, na redução de perdas, no descarte correto de resíduos sólidos e na ampliação do acesso aos serviços de saneamento em regiões historicamente vulneráveis.
As soluções desenvolvidas consideram as características climáticas e ambientais do bioma, buscando fortalecer a resiliência das cidades diante dos períodos de seca e da pressão sobre os recursos hídricos.
Saneamento, meio ambiente e futuro

A conexão entre saneamento e meio ambiente está cada vez mais evidente. O esgoto sem tratamento lançado em rios urbanos impacta diretamente a biodiversidade, compromete a qualidade da água e contribui para a poluição de lagoas, baías e oceanos. Ampliar a coleta e o tratamento do esgoto é a garantia de histórias mais dignas, cidades mais sustentáveis e, claro, um futuro mais azul para as próximas gerações.


